A vida nos quilombos

O Quilombo dos Palmares é o mais conhecido, mas não foi o único agrupamento de escravos fugidos que existiu. Desde o início do século XVI, já havia registros de fugas de cativos, que juntavam suas forças para se esconder. Com a descoberta do ouro nas Minas Gerais, multiplicaram-se os quilombos na região, assim como ocorreria em Goiás. O mesmo ocorreria na Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As autoridades portuguesas se empenharam em destruí-los, como ocorreu com Palmares. Havia tropas especializadas em combatê-los, formadas por capitães do mato. Estes recebiam seu pagamento, chamado de tombadia, quando apresentavam as provas de seu sucesso: o quilombola recuperado ou sua cabeça decepada. Na Amazônia, os indígenas substituíram os africanos como força de trabalho e eles também realizavam fugas em massa e se amocambavam, como diziam os documentos da época.

Apesar de toda a hostilidade aos quilombos, é interessante observar que estes estavam inseridos na sociedade da época. Os quilombolas se relacionavam com determinados grupos sociais, prestando serviços, comprando mantimentos e armas, fazendo o escambo, negociando e fazendo trocas, inclusive com ouro e diamantes.

Os quilombos abrigavam pessoas de diferentes etnias e não apenas os negros. Havia regras de comportamento, com castigos e punições para aqueles que não seguissem as normas. Cada quilombo tinha o seu chefe ou líder, e suas práticas religiosas. Havia também crianças e mulheres quilombolas, sendo que estas cuidavam das tarefas domésticas e das roças. – Márcia Pinna Raspanti

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O temido capitão do mato e um mocambo de escravos, na visão de Rugendas.

32 Comentários

  1. giovana 6 de dezembro de 2017
    • Márcia 6 de dezembro de 2017
  2. Alex Paulo 12 de outubro de 2017
  3. sabrina 23 de Maio de 2017
  4. Luis Carlos Conceição Souza 15 de novembro de 2016
  5. cristiane 22 de outubro de 2016
  6. cristiane 11 de setembro de 2016
  7. Renato 6 de junho de 2016
    • Márcia 6 de junho de 2016
  8. Ana Paula 4 de junho de 2016
    • Márcia 4 de junho de 2016
  9. Murilo 17 de novembro de 2015
  10. maria yasmin 4 de agosto de 2015
  11. Livia 1 de dezembro de 2014
    • marcia 2 de dezembro de 2014
  12. guilherme 5 de novembro de 2014
  13. guilherme 5 de novembro de 2014
  14. Senhor Misterio 29 de outubro de 2014
  15. nathalia 10 de setembro de 2014
  16. Ingrid 3 de setembro de 2014
  17. anonimo 3 de setembro de 2014
    • Amanda 19 de novembro de 2014
      • estefani 9 de setembro de 2015
  18. Gabi Soares 31 de julho de 2014
  19. walacks /washington 30 de julho de 2014
    • walacks /washington 30 de julho de 2014
      • Amanda 19 de novembro de 2014
  20. Pingback: A vida nos quilombos | Quilombos | Scoop.it 30 de novembro de 2013

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