A economia dos quilombos

         Há no Brasil hoje, segundo levantamento do pesquisador Flávio dos Santos Gomes, quase 5 mil comunidades negras rurais remanescentes de antigos quilombos de escravos fugidos. Ao tentar estudar o fio de continuidade entre a atualidade e o passado escravista, Gomes encontrou um hiato desde a abolição da escravidão (1888) até pouco menos de 100 anos depois, quando as comunidades quilombolas vieram a ganhar visibilidade com a oficialização do termo “remanescente de quilombos” na Constituição de 1988. Historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pesquisador estuda a escravidão desde o início dos anos 1990. As fontes habituais sobre o assunto, como processos-crimes, registros policiais e relatos de jornais, “falavam dos quilombos e das tentativas de destruí-los e capturar seus habitantes”, de acordo com o pesquisador, mas não do modo como sobreviviam.

Leia a matéria completa da Revista da FAPESP:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/04/19/a-economia-dos-quilombos/

Livro

GOMES, F. S. Mocambos e quilombos – Uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, 238 p.

Quilombos_09

Mulheres escravas preparam comida durante a colheita do café no século XIX.

© VICTOR FROND – LITOGRAFADA PELOS ARTISTAS DE PARIS, 1861, PARIS LEMERCIER, IMPRIMEUR-LITOGRAPHE. BIBLIOTECA BRASILIANA GUITA E JOSÉ MINDLIN. REPRODUÇÃO RENATO PARADA

Deixe uma resposta