Mary Del Priore e Angélica Müller examinam as raízes dos crimes e da violência no Brasil

Publicado em 6 de dezembro de 2017 por - dicas

Em obra organizada pelas duas historiadoras, sociólogos, juristas, antropólogos e psicólogos discutem os crimes e a violência no País ao longo dos séculos

“Em nossa sociedade, cresce a violência ou nossa sensibilidade em relação a ela?”, perguntam as historiadoras Mary Del Priore e Angélica Müller. O bombardeio constante dos meios de comunicação ou mesmo a vivência pessoal de cada um, imerso, de seu próprio jeito, na violência diária, não explicam as suas raízes. E é para mergulhar mais profundamente nesse obscuro universo que ambas reúnem uma densa reflexão na coletânea de ensaios História dos crimes e da violência no Brasil, lançamento da Editora Unesp.

O livro, organizado por ambas, nos ajuda a pensar sobre a permanência da violência e suas diversas faces. “Vários autores se reuniram para tentar definir um conjunto de fenômenos de violência físicas, sexuais, verbais e para tentar entender os mecanismos que os colocam em marcha”, anotam as organizadoras no prefácio. “Em História dos crimes e da violência no Brasil, historiadores, sociólogos, juristas, antropólogos e psicólogos apresentam vários casos ocorridos em nosso território ao longo dos séculos. O fio condutor está centrado na ideia de como o crime e o emprego da violência fizeram e fazem parte de nossa sociedade.”

História do Crime e da Violência

Lançamento da Editora Unesp

Crime, na obra, será entendido numa amplitude terminológica maior, como “um tipo de infração grave, passível de punição pela lei ou pela moral e reprovado pela consciência”, do mesmo modo que a palavra ‘violência’ não está restrita às agressões físicas de uma pessoa a outra. “A violência está sendo considerada como força exercida por uma pessoa, um grupo, um Estado com o intuito de forçar alguém/algo para conseguir alguma coisa. Violência e crime são mais que sinônimos: são estágios diferentes, e às vezes complementares, de um mesmo processo”, escrevem Del Priore e Müller.

 

Ao longo de seus 16 capítulos, cada um deles composto por artigos independentes que orbitam o universo da violência, pretende-se mostrar às leitoras e aos leitores não uma cronologia de delitos e violências no Brasil, “mas também o convidar para a reflexão sobre as formas de infrações que fizeram e fazem parte de nosso cotidiano, na esperança de que nossa sociedade encontre novas formas de tolerância, convivência e solidariedade”.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp.

Mary Del Priore concedeu entrevista sobre o livro, durante o Encontro com os escritores, evento promovido pela Universidade do Livro e realizado em 29 de novembro, com mediação do jornalista Manuel da Costa Pinto.

Assista:

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1 Comentário

  1. cimone disse:

    nos impossibilitaram conhecer a história , e com o crime não foi diferente , conhecer esta intimamente ligado a liberdade limites, desde o inicio o crime foi fadado a não leis , estas sempre foram, tiranas , anti leis , frouxas, inconclusas , com expiaçoes, ou impunidades

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