“História das Mulheres e das Relações de Gênero”

‘Ao longo da história observa-se que as relações entre moda e corpo constituem-se elementos de subordinação e de libertação das mulheres, ao estabelecer estereótipos femininos adequados aos sistemas de dominação patriarcal, mas também, exprimir insubordinação quando as mulheres usam as roupas e o corpo para contestar padrões de beleza que representavam a submissão. O final dos anos 1960, contexto histórico da manifestação, foi palco de mudanças na posição social das mulheres e nos valores culturais tendo emergido um feminismo libertário que problematizou a autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo. Os seios estão ligados à maternidade e à sedução, papéis manipulados pela cultura patriarcal e seus estereótipos femininos contra os quais as feministas contestavam e pretenderam realizar um protesto para queimar os sutiãs e outros objetos símbolos do estereótipo de beleza com uma fogueira publica que não existiu, mas que ficou conhecido como a Queima dos Sutiãs“.  

O artigo “A queima de sutiãs de 1968: relações entre corpo e roupa na construção de um acontecimento simbólico feminista”, de Luiza Helena Lobo Cordeiro, Maria Dolores de Brito Mota, faz parte do 13° número da Revista de História Bilros: História(s), Sociedade(s) e Cultura(s)”.  Nesta edição, são apresentados 19 textos em um Dossiê Temático sobre ‘História das Mulheres e das Relações de Gênero’ e mais 3 textos na secção Artigos livres, totalizando o número de 22 trabalhos inéditos.

Ver mais  Sexo frágil: a "inferioridade" das mulheres

O artigo “A saia para todos? O vestuário como símbolo de distinção entre gêneros”, de Bruno César Pereira, Jaqueline Kotlinski, Alexandra Lourenço, também discute as relações entre moda, corpo e gênero. Mas há muitos outros temas importantes, como maternidade, sexualidade, feminismo.

Confira a publicação: https://goo.gl/gLnY3e

Leave a Reply