A matemática da “Boa Educação”: quando uma medalha reflete o potencial do aluno e a qualidade do ensino público

 Por Ana Cristina Miranda Fajardo.

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Christoff Silva Cirino, ao centro da foto.

 

No dia 20 deste mês, tive a honra de participar da cerimônia de premiação da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Sou professora de Língua Portuguesa, há mais de vinte anos, e foi convidada pelo aluno Christoff Silva Cirino para prestigiar esse momento único na vida dele.

Christoff tem 13 anos e é aluno da E E Justiniano Fonseca, que se localiza no pequeno distrito de Tebas-Leopoldina, MG. Atualmente, cursa o oitavo ano. Por que disse que sou professora de Língua Portuguesa? Para mostrar que o relacionamento professor-aluno pode ir muito além das disciplinas. O convite mostra o valor que ele dá às pessoas com as quais convive, independente das disciplinas que lecionam. Ele valoriza o conjunto, e é por essa valorização que se tornou um aluno vencedor, que sonha em estudar em Harvard. Sonho esse que pode se tornar realidade.

Ao ouvir a fala do presidente do IMPA (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), César Camacho, durante a cerimônia, tive a real dimensão do significado dessa medalha, tive a certeza de que ela pode abrir inúmeras portas. Essa premiação pode tirar os alunos do lugar-comum. O que ainda falta na educação pública é valorização e crença. Valorização por parte dos administradores e crença de que vale a pena. Todos aqueles jovens presentes ao evento acreditaram. Também todos os professores que lá estavam acreditaram.

Segundo o senhor César Camacho, é preciso motivar os alunos a participarem dessas competições e explicar a eles o significado delas. É preciso preparar o aluno para esses eventos. Infelizmente, muitos alunos realizam as provas sem saber por que as estão fazendo, e assim realizam-nas de qualquer maneira, sem objetivo. Talentos acabam sendo desperdiçados. É necessário também haver políticas públicas locais que incentivem a participação dos jovens. Quando isso acontece, tudo se torna diferente.

Esses jovens precisam ser homenageados em suas cidades, tanto pela prefeitura quanto pela Secretária de Educação. É preciso mostrar à população o valor da educação. É preciso acreditar na educação.

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Christoff Silva Cirino, premiado na OBMEP.

 

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2 Comentários

  1. Natania
    23 de julho de 2015
  2. José Arnaldo Castro
    23 de julho de 2015

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