D. Pedro II: ainda provocando acaloradas discussões

Publicado em 13 de julho de 2015 por - História do Brasil

          O blog História Hoje é um espaço para discussões e opiniões. Sintam-se, portanto, à vontade para manifestar discordâncias, ainda que malcriadas. Mas esse não é, certamente, uma altar onde repousariam incólumes e beatificados os personagens históricos. É bom lembrar, também, que não emito opiniões. Apenas reproduzo as que encontro na documentação histórica.
          De acordo com a correspondência pertencente ao IHGB (Instituto Histórico e Geográfico), na qual a Condessa de Barral descreve em detalhes a primeira viagem do Imperador à Europa, fica-se informado sobre sua falta de modos à mesa, sua insistência em falar um péssimo inglês, suas unhas sujas, entre outros comportamentos que contrariavam as regras de civilidade entre a aristocracia europeia. A preocupação da Condessa ao lhe escrever sobre tais questões era de poupar-lhe críticas e, segundo ela, até “a risada dos criados”…Os documentos em questão estão referidos na bibliografia ao final do meu “Condessa de Barral – a paixão do Imperador”.
       Quanto à cultura do Imperador, tenho minhas dúvidas sobre sua densidade, mas ainda não fiz sua biografia. Sua correspondência com intelectuais da época é diminuta – contrariamente, por exemplo, a uma sua contemporânea, a Rainha Maria Amélia de Bourbon, que escrevia mil cartas por mês, recolhidas aos Arquivos Reais da Bélgica. Sim, há cartas do Imperador, mas não verdadeira correspondência que implica reciprocidade. Em manter viva, uma troca de ideias e afetos por um tempo, mediante troca de muitas cartas. Em sua biblioteca não constavam os grandes nomes da literatura europeia do período e ele não participou dos debates em curso na Inglaterra e França sobre formas de governo, republicanismo, saneamento urbano e higienização das cidades, enfim, ignorou a lista de assuntos que apaixonava as classes letradas.
         Em meu livro “O Castelo de Papel”, baseado em fartíssima documentação do Arquivo do Museu Imperial, seu genro Gastão de Orléans o desenha como alguém profundamente egoísta, cioso de manter o casal de futuros regentes afastado da política, e autor de gestos obscuros e serpentinos. Nenhuma referência à sua propalada “sabedoria”. No mesmo livro, reproduzo a opinião de seu ministro e amigo Cotegipe, que dizia que o Imperador não tinha mais que uma cultura superficial e suficiente para impressionar seus interlocutores, com perguntas. Nunca, respostas.  As cartas, em francês, estão à disposição do público no mesmo arquivo.
Grata pela oportunidade de esclarecer quaisquer dúvidas.
Texto de Mary del Piore.
D.pedro2d.pedroseg
Dois momentos na vida do imperador.

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57 Comentários

  1. Valter Rondon disse:

    gostaria de obter mais informações sobre Dom Pedro II, mas acabei me convencendo que a poucas informações comprovadas a respeito,infelizmente. Porisso vou saindo, vou procurar outras informações para meu aprendizado e não vou fazer parte dessa discussão política sobre
    Marcia e Dom Pedro, o que me parece Uma simples verborragia.Saudações.

  2. Antônio disse:

    O problema não foi a referida historiadora, foi o programa.

    É claro que há essa tendência moderna que querer imitar os americanos, usar expressões do dia-a-dia e evitar repetir os jargões da história tradicional. E daí adveio o infeliz e malfadado termo “caipirão”, que gerou toda essa polêmica infantil.

    Mas tenho convicção que isso foi dito dentro de todo um contexto, foi uma expressão daquelas que os professores usam muito para “resumir” um pensamento. O PROGRAMA é que foi extremamente imbecil ao pegar a frase isolada e colocar como se fosse tudo o que a historiadora disse. O que aconteceu depois é consequência: ela veio aqui depois de levar muita pancada e com certeza isso influenciou na sua resposta. Mas tenho certa segurança em afirmar que a historiadora em questão, por conhecer muito a História da família real, reconhece todos os méritos pessoais do Imperador D. Pedro II.

    Repetindo, e desta vez para concluir: foi o PROGRAMA que montou um roteiro infantilizado, copiando de forma mal feita o estilo dos programas americanos. Lá, eles sintetizam as participações dos especialistas em pequenos trechos, mas buscam usar pequenos parágrafos, com conclusões lógicas, com inicio meio e fim. Talvez a língua inglesa ajude nessa síntese, e o português não. Mas o que eles fizeram, usar uma frase “bombasticazinha” só pra chamar a atenção, foi estupidez. E quem pagou o pato foi a historiadora.

    Mas isso é comum no Brasil. Os historiadores sempre são cortados, editados e resumir grosseiramente em documentários, filmes e reportagens. É por isso que amam o Peninha, que fala muito abobrinha sem base, mas fala contundentemente e de forma simples.

    • marcia disse:

      Infelizmente, Antônio, vivemos a época das polêmicas vazias e ruidosas. Mary del Priore tem uma obra extensa, com vários livros e artigos sobre a Família Imperial. Algumas pessoas, entretanto, preferem ficar focados em apenas uma frase, colocada em meio a um documentário, que foi produzido e editado sem qualquer interferência dos entrevistados. Obrigada.

      • Gilberto disse:

        De novo. Para mim, a questão não é o que o programa fez, mas o que a historiadora disse. Ela poderia ter feito outros comentários não elogiosos, mas errou na dose ao chamá-lo de “caipirão”, por exemplo. Isto não corresponde à realidade.

  3. Ao ler os comentários acima, fiquei feliz em saber que há no Brasil um grande números de pessoas que gostam do imperador D. Pedro II, assim como eu. Acho até que esta postagem bateu recorde de manifestações.
    Não concordo, evidentemente, com as críticas recheadas de ódio e de ofensas, como a que questiona se a Mary realmente é uma historiadora e se seu diploma veio de uma escolinha qualquer. Isso foi, no mínimo deselegante.
    Tudo o que sei sobre D. Pedro II veio da escola primária, do ginasial (sou desse tempo) e da belíssima biografia do monarca escrita por José Murilo de Carvalho. Foi a partir da leitura desse livro que passei a gostar muito do imperador e me tornei um monarquista.
    No artigo acima, Mary diz ter dúvidas sobre a densidade da cultura do imperador, o que contradiz a biografia escrita por José Murilo. No livro “O Príncipe Maldito”, que considero a obra prima da autora, ela reafirma o que foi dito por Murilo.
    Talvez a frase “Quanto à cultura do Imperador, tenho minhas dúvidas sobre sua densidade, mas ainda não fiz sua biografia.”, que revela uma opinião pessoal, tenha sido o estopim de tanta fúria.
    É óbvio que não gostei de saber dos defeitos do velho monarca (se há documentos que mostram isso, não vou questionar), mas não posso ignorar que ninguém é perfeito. Aliás, graças a uma terrível imperfeição de D. Pedro II, perdemos a monarquia.
    A informação baseada em documentos, segundo a Mary, de que D. Pedro II era um “caipirão” e andava com as unhas sujas, além de não se portar bem à mesa, pode ser uma observação de pessoas que, mesmo gostando dele, não viam com bons olhos o seu jeito discreto de ser e avesso à pompa que todas as cortes europeias exibiam. Afinal, tanto ontem quanto hoje, quem não gosta de aparecer é sempre criticado.
    Vou aguardar a biografia escrita pela Mary, se um dia ela o fizer, lê-la, compará-la e tirar minhas próprias conclusões.

    O importante é debater, discutir e discordar, mas sem agressões.

    • marcia disse:

      Obrigada pelos seus comentários, Osvaldo. Infelizmente, recebemos muitas mensagens grosseiras, recheadas de palavrões, ofensas pessoais e acusações levianas. Também gosto muito da biografia de D. Pedro II, escrita por José Murilo de Carvalho. É importante lembrar que o autor faz algumas considerações interessantes sobre a cultura do imperador, destacando sua dedicação à leitura e sua excelente memória. Mas afirma que D. Pedro foi um erudito. “Mas não foi um sábio, nem um cientista, nem um filósofo”. Segundo Carvalho, D. Pedro II possuía uma “tática infalível de sedução” para conquistar a simpatia dos escritores, que era citar suas obras, até as menos conhecidas, “escorado pelas suas leituras e prodigiosa memória”. Em outro trecho, o mesmo autor conta que o imperador levou a sua “manifestação de admiração” a Victor Hugo “quase ao ponto do ridículo”. E Carvalho também se utilizou da correspondência mantida com a condessa do Barral como fonte documental, mostrando que a amante muitas vezes reclamava do seu estilo “aborrecido”. (op. cit. pp.227-229). Estou ressaltando tudo isso, não para desmerecer D. Pedro II, longe disso, mas para dar uma dimensão mais completa de sua figura, sem cair na admiração cega. Cabe ao historiador trazer à luz os mais diversos matizes dos fatos e personagens históricos – ancorado sempre na documentação.

      • Pois é, Marcia!
        Exatamente isso! Os defeitos do imperador não apagam seu patriotismo e sua vontade de fazer do Brasil um grande país.
        Obrigado pela sua explicação. Este blog sempre foi e continua sendo uma ótima fonte de informação.

  4. Rafael disse:

    Quanto à cultura do Imperador, tenho minhas dúvidas sobre sua densidade, mas ainda não fiz sua biografia. Sua correspondência com intelectuais da época é diminuta – contrariamente, por exemplo, a uma sua contemporânea, a Rainha Maria Amélia de Bourbon, que escrevia mil cartas por mês, recolhidas aos Arquivos Reais da Bélgica. Sim, há cartas do Imperador, mas não verdadeira correspondência que implica reciprocidade. Em manter viva, uma troca de ideias e afetos por um tempo, mediante troca de muitas cartas.

    Creio ser um tanto complicado manter intensa correspondência em um país distante, separado por um oceano, onde as cartas levavam semanas para chegar, e tratando-se de um imperador que trabalhava, e não era pouco.

    Ao contrário da rainha Maria Amélia, que desfrutava de todas as facilidades de comunicação que a proximidade com os principais centros intelectuais da Europa lhe fornecia.

    Acredito estar havendo uma comparação injusta.

    Em sua biblioteca não constavam os grandes nomes da literatura europeia do período (…)

    Bom, PII era um grande admirador de autores com o Nietzche e Victor Hugo – fez questão de visitar esse último pessoalmente na França. Isso não sou eu falando, e sim José Murilo de Carvalho.

    (…) e ele não participou dos debates em curso na Inglaterra e França sobre formas de governo, republicanismo, saneamento urbano e higienização das cidades, enfim, ignorou a lista de assuntos que apaixonava as classes letradas.

    A Sra. Del Priore leu sobre a comissão de melhoramentos de 1875 (http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/221746/000134569.pdf?sequence=3), que fala justamente sobre os assuntos de saneamento urbano e higienização da cidade? Que aliás, já eram temas discutidos desde o plano Beaurepaire-Rohan de 1843.

    De acordo com Verena Andreatta, no seu livro “Cidades Quadradas, Paraísos Circulares – Os Planos Urbanísticos do Rio de Janeiro no Século XIX”, o Imperador na época foi contra a abertura de grandes alamedas – já previstas pela comissão de 1875/76 – alegando não querer “outro Haussmann” na cidade – ou seja, Pedro II conhecia o trabalho do Barão Haussmann.

    Então acredito ser incorreta a informação da historiadora.

    Em meu livro “O Castelo de Papel”, baseado em fartíssima documentação do Arquivo do Museu Imperial, seu genro Gastão de Orléans o desenha como alguém profundamente egoísta, cioso de manter o casal de futuros regentes afastado da política, e autor de gestos obscuros e serpentinos. Nenhuma referência à sua propalada “sabedoria”

    Quanto à queixa do Conde d’Eu, de fato considero essa a maior falha do Imperador: não ter preparado seu sucessor – no caso, sucessora.

    Em suma, acredito que o Imperador não seja o sábio que muitos pintam. Mas mostrarem-no como “caipirão” mostrado no programa do History Channel é um pouco demais.

    Aliás, impressiona como o programa foi condescendente com Solano López e duro com Pedro II, com um conceituado historiador chegando ao disparate de afirmar que “Pedro II tinha uma mão de ferro dentro de uma luva de veludo”.

  5. maria mello disse:

    Ou, colocando de outra forma, é aceitável que em livro sejam revelados os “podres” de qualquer personalidade, supostos ou verdadeiros, mas, em um programa televiso de grande repercussão, na minha humilde opinião, não é benéfico para um povo que já alimenta de longa data o chamado complexo de vira-lata recomenda, ou, de outra forma, uma reconhecida baixa-estima. Se não dá para elogiar, pelo menos que não se tripudie!

    • marcia disse:

      Não cabe ao historiador decidir o que pode ou não ser divulgado para o público em uma entrevista de TV. Se foram colocadas questões relativas aos “maus modos” do imperador, não seria ético omitir que existem referências a esse assunto na documentação. Os espectadores têm direito de formar sua opinião, não podemos decidir se isso lhes fará bem ou mal. Quanto à ênfase exagerada a esses aspectos, repito, se houve, ela foi dada pela produção do documentário. Mary apenas relatou o que existe nos registros históricos. Vou dar como exemplo o meu caso: sempre tive enorme simpatia por D. Pedro II e esse tipo de informação apenas prova que ele era um ser humano, com seus defeitos e qualidades. Se formos admirar apenas as pessoas perfeitas, não nos restará ninguém…Obrigada pelos seus comentários.

  6. maria mello disse:

    Ok, Marcia, não duvidei do embasamento documental da historiadora, apenas reclamei que o enfoque dela, a meu ver, foi muito desfavorável ao Imperador. Afinal, o que tem a ver, ser ou não ser “caipirão”, com a legítima defesa da pátria assumida por D. Pedro? É verdade que nós, brasileiros, ao contrário de europeus e norte-americanos, não temos o costume de valorizar as nossas figuras históricas. Ou alguém acha que um francês mediano se preocupa com as unhas de Napoleão, ao visitar o seu maravilhosa túmulo nos Invalides, para citar apenas um único exemplo? E qual personalidade estrangeira que nos visita, e arranha algum português, dá a menor importância a falar corretamente a nossa língua? Os criados sempre debocharam de seus superiores, no século XIX, hoje e sempre! Em resumo, é isto!

  7. maria mello disse:

    Sem nenhuma dúvida, o que transpareceu da entrevista da sra. Mary, foi o evidente menoscabo pela pessoa do Imperador Pedro II, com ou sem propósito político ou ideológico! Havendo tanta coisa para falar sobre a matéria do documentário, porque a importância dada a supostos maus modos, ou unhas sujas? Ademais, estávamos no século XIX, na longínqua América do Sul, como querer comparar com os louvados modos dos franceses e quetais? Foi mal!

    • marcia disse:

      Cara Maria, o destaque a essa questão foi dado por quem produziu o documentário. A entrevista foi conduzida pela produção, assim como a edição do material. Se houve ênfase exagerada a esses aspectos, somente eles poderão explicar o porquê. De qualquer forma, a historiadora tem embasamento documental – como é explicitado no texto – para fazer tais declarações.

  8. ROSA BORGES DE ANDRADE GOMES NITERóI disse:

    Entre tantos prós e contras, ainda permaneço no jardim de infância então. O que percebo é que o decorrer do texto foi escrito de tal modo a deplorar a figura do imperador. “Unhas sujas” soa um pouco demais. O blog diz que não se prende a preferências políticas ou partidárias, mas claramente embaça a educação esmerada, o trato político, e também os erros que o imperador possa ter feito. E ele mesmo admitiu esse erro em fins de seu governo. O texto de Mary, de quem tanto gosto, tornou-se um tanto raivoso, tendencioso. Tendencioso no fato de tirar esqueletos do armário, a função básica do historiador. Acredito que deva se ter mais fontes para se tratar sobre Pedro II… não creio que ele tenha sido “caipira”, o que era ser caipira no século XIX? Um caipira que ia à Paris? Que falava fluentemente e não tinha um péssimo inglês! Mesmo querendo se ater à figura humana, lamento, mas “unhas sujas”, “maus modos à mesa”, é relegar à D. Pedro II ser uma figura menor do que foi.

  9. Luiz Oliveira disse:

    Por outro lado, eu costumo respeitar as criancinhas, mesmo as que vivem no jardim da infância intelectual e ideológica como você, que se comovem com tamanha facilidade por qualquer motivo de forma tão fleumática e recorrente. Mas não precisa ser comover tanto assim, vai terminar secando os olhos com tantas lágrimas vertidas.

  10. Elisabeth Iozzi disse:

    É comovente constatar que ainda existem brasileiros apaixonados pela história do Brasil aprendida no jardim da infância, indignados com a simples cogitação de que um de seus ídolos possa cair do pedestal.

    • Luiz Oliveira disse:

      É comovente que tantos brasileiros estejam, metaforicamente, vivendo no jardim da infância intelectual e ideológica, como é o caso de Elizabeth Iozzi, que confunde distorção de fatos históricos com idolatria pessoal.

      • Elisabeth Iozzi disse:

        Desculpe, costumo respeitar os mais velhos e desconhecia que o ilustre comentarista possa ter testemunhado esse fato histórico. Fiquei ainda mais comovida.

  11. Adivo Paim Filho disse:

    Concordo, integralmente, com o legitimamente emotivo mas racional comentário de Astrid Beatriz.
    A quem ela serve, a contadora de estorinhas ressignificadoras, impudentemente, da História do Brasil?
    Há entrelinhas que sugerem, num Horizonte Distópico, a extinção do Brasil e sua dissolução num Nada Fabulador, do tipo “Pátria Grande” ou “Governo Mundial, secretariado pela ONU”.
    Lamentável!
    Digna de ser atirada às águas do Lete, o mitológico rio dos gregos clássicos! #VadeRetro
    Fico com o Império do Brasil, histórico continuador do Estado do Brasil, do Principado do Brasil, do Vice-Reino do Brasil, do Reino do Brasil (unido a Portugal e Algarves), a despeito desse infeliz Interregno que há 125 anos assola e aflige a nossa Pátria.
    Viva D. Pedro II !

    • marcia disse:

      O blog História Hoje não aborda preferências políticas ou partidárias. Acredito que o senhor deveria reler mais atentamente o texto, que apresenta simplesmente as fontes documentais utilizadas pela historiadora. Lamentável é esse tipo de comentário totalmente sem sentido e delirante.

    • Luiz Oliveira disse:

      Lamentável o tratamento destinado, no “documentário” produzido pelo canal History Channel, à figura de D. Pedro II. Esse canal ultimamente tem se dedicado com afinco a veicular assuntos “muito científicos” como interferência de alienígenas na história, ou lendas sobre o “pé grande”. É uma decadência editorial sem fim para um canal que, antes, produzia documentários até respeitáveis, mas que, agora, virou, definitivamente, folhetim ideológico de quinta categoria. Interessante que dito “documentário” foi produzido para denegrir a figura do Imperador D. Pedro II justamente em um momento em que renasce o interesse pela monarquia no Brasil.

      • marcia disse:

        Não temos conhecimento da linha editorial do canal History Channel, nem temos qualquer responsabilidade sobre o teor do documentário em questão. A historiadora Mary del Priore apenas concordou em conceder uma entrevista sobre D. Pedro II ao programa e não teve nenhuma interferência na sua edição e produção.

  12. Lamentável e deplorável o tratamento da do uma pessoa que sozinho trouxe prosperidade a uma nação. Afastado e privado de infância com uma responsabilidade gigantesca nas costa.. Fica aqui o meu repúdio.

  13. Marcus Nascimento disse:

    Eu queria ser um caipirão que fala 8 línguas e são muitos os relatos de diplomatas ingleses e estadunidenses que falam sobre Dom Pedro II falar muito bem inglês quando jovem logo depois de ser coroado.

  14. Arthur O. Lage disse:

    Diário do Imperador Dom Pedro II. 31 de dezembro de 1861.
    “Sou dotado de algum talento, mas o que sei devo-o sobretudo à minha aplicação, sendo o estudo, a leitura e a educação de minhas filhas, que amo extremosamente, meus principais divertimentos.”

  15. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua quarta viagem à Europa (1890-1891):
    “Depois do almoço, foi rever a catedral e visitar o tesouro dela. Foi ao Museu de Belas Artes, mas o diretor apareceu somente depois que tinha iniciado a visitação. Não podia deixar de visitar o jardim zoológico, um dos melhores da Europa. Antes do jantar, continuou a leitura de Madame de Staël, que não largava há vários dias.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 138

  16. Plistheus Mota de Souza disse:

    Como acima já foi dito, a falta de documentação genuina sobre a vida do Imperador (leem-se opiniões pessoais, as vezes muito parciais, como as que avocou a articulista) o que faz com que haja a divulgação de pseudofatos. Pelo que sabemos, nosso Imperador era um estadista culto e um chefe de Estado preparado para o seu mister. Sabemos, contudo, que existem sempre os que são a favor, bem como os que são contra. Faz parte da análise histórica em geral. No caso, essa senhora é contra. Direito dela.

    • marcia disse:

      Não se trata de ser a favor ou contra ninguém. Apenas de trazer à luz documentos que mostram uma visão diferente da que estamos acostumados. Quem estuda História precisa deixar os preconceitos de lado e se aprofundar na documentação. O ser humano é complexo, cheio de contradições, portanto, se queremos entender o passado, devemos estar atentos a esses aspectos.

      • Gilberto disse:

        Ele pode não ter sido um sábio, mas também não era um “caipirão”. Pode não ter tido uma vasta correspondência, mas isto não quer dizer que ele não tenha sido culto. E chamá-lo de caipira não acrescentou nada ao documentário. Se tudo que uma historiadora tem a dizer sobre Dom Pedro II é isso, então não precisava ter participado do programa.

        • marcia disse:

          Caro, Gilberto. A responsabilidade pelo roteiro, edição e produção do documentário não é dos entrevistados. Mary del Priore tem uma vasta pesquisa sobre a família imperial, como você deve saber. Ela apenas concedeu uma entrevista para o documentário em questão. A decisão de enfatizar determinados aspectos – entre os vários – abordados por ela na entrevista foi de quem produziu o material.

  17. Astrid Beatriz disse:

    Deploráveis as as levianas afirmações de que D.Pedro II era “caipira e não-civilizado”, oriundas de quem se pretende “historiadora”.
    Certamente, cria de uma geração de acadêmicos que por motivos escusos procura astuciosamente desconstruir a biografia dos grandes personagens de nossa história pátria, para bajuladoramente tentar dar lustre aos atuais (des) governantes de nosso país.

    Realmente, D.Pedro II era “não civilizado”. Falava oito idiomas, além do conhecimento do aramaico, hebraico antigo e do grego, conhecia botânica, astronomia, arqueologia, política internacional entre outras coisas não civilizadas…..

    Pêsames a Srª del Priory, pelas constantes tentativas em destruir o passado nacional com suas alegadas pesquisas documentais.
    Parabéns a historiadores do quilate de José Murilo de Carvalho, Paulo Napoleão Nogueira da Silva, Tereza Malatian, Regina Echeverria, Robert Daibert Junior…..além do brasilianista Roderick J. Barman!!!

    • marcia disse:

      José Murilo de Carvalho, na excelente biografia que fez sobre o imperador, destaca que D. Pedro II era avesso à pompa e aos eventos sociais, como bailes e festas. Era retraído, gostava de conversas privadas, não tinha grandes habilidades sociais. Sobre sua cultura, o autor enfatiza o gosto pela leitura e sua excelente memória. “Com tudo isso, pode-se dizer que D. Pedro II foi um erudito. Mas não foi um sábio, nem um cientista, nem um filósofo” (p. 228). Ninguém nega as qualidades do Imperador, que foram muitas, porém, quando estudamos História, temos que nos preparar para encarar também falhas e defeitos daqueles que admiramos. Talvez, tenha faltado a contextualização necessária ao documentário – mas, isso é de responsabilidade da produção. Não existe nenhuma tentativa de ridicularizar ou diminuir D. Pedro II, como está sendo dito. Desmistificar não significa destruir. O imperador, inclusive, durante sua vida, nunca proibiu ninguém de criticá-lo, prezando a liberdade de expressão.

      • Alexandre disse:

        Igualzinho a todos os políticos que este país já teve desde 1889. Verdadeiros democratas que sempre primaram pela liberdade de pensamento e expressão.
        Ninguém está dizendo que o Imperador tinha vindo do Olimpo.
        Ele era uma pessoa simples, não afeito a pompa, etiquetas e coisas do gênero, mais mesmo assim foi o maior homem público que este país já teve. FOI EXEMPLO…FOI O BASTIÃO MORAL DA NAÇÃO…algo que foi perdido após o golpe de 1889 e que não existe até hoje.

  18. Princesa Isabel disse:

    Parece que não são só as viúvas da ditadura civil-militar que se multiplicam, mas também as da monarquia. Cada vez mais ao futuro, hein Brasil. Haja paciência.

    • Jorge disse:

      O que é futuro na sua opinião,”Princesa”? Um regime que surgiu em Roma há mais de 500 anos antes de Cristo,ou seja,a república?
      Por que confiar em partidos políticos é tão superior a confiar numa dinastia que tem um nome a zelar?
      Queria saber…

      • maria mello disse:

        Futuro? Pergunte o que acha disso o Júlio Cesar… que não ligou para os idos de março, como havia sido aconselhado pela vidente. E tudo isto em 44 antes de Cristo!

  19. Alexandre disse:

    Respeito os fatos que foram pesquisados mais deve-se levar em consideração o momento histórico e os motivos que levaram determinados personagens a proferirem tais juízos.
    Em um país tão carente de exemplos é no mínimo deselegante dizer que o Imperador foi um “CAIPIRA”.
    Provas não faltam dos interesses legítimos pela ciência, educação e os grandes descobrimentos da época demonstrados por Dom Pedro II. Não consigo imaginar um caipira tendo estes tipos de interesse. Dizer que foi um homem mediano não corresponde a verdade. Lamento Professora os seus comentários que em nada ajudaram a esclarecer os fatos e atenta contra as dezenas de milhares de monarquistas pelo país que tiveram o seu FAROL, o seu EXEMPLO atacado sem piedade, e sem contar o ataque que foi feito a Familia Imperial.

  20. Washington Vaz disse:

    Pedro II foi o homem mais culto e mais preparado para governar este país. Homem que dedicou desde a infância boa parcela do seu tempo com estudos e formas que pudessem fazer o Brasil evoluir. Fora do país foi diversas vezes homenageado, seja por monarquistas, cientistas, artistas, religiosos e até mesmo republicanos. Mas mesmo assim há historiadores que o deram a alcunha de caipirão despreparado. Francamente. Como brasileiro ouvir isso é de uma tristeza sem fim. Pior ainda é ouvir o documentário e a historiadora ainda tratar um ditador paraguaio, um sanguinário, como herói!!!!

  21. Thiago disse:

    Dom Pedro II quando morreu chegou a ser chamado por jornalistas estrangeiros que o conheceram de “O monarca mais ilustrado do século”.

  22. José Ventura disse:

    Discordo em absoluto da forma como este artigo tratou a intectualidade de Dom Pedro II, que foi uma personalidade tão interessante quanto importante para o desenvolvimento do Brasil, e muito particularmente do Rio de Janeiro, na época do II Império. Lamentável…

  23. Nehemias Wagner disse:

    Creio que sempre haverá controvérsia a respeito dos imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II. Sempre haverá desconfiança na veracidade e confiabilidade dos documentos existentes a respeito do Império do Brasil. Os republicanos fizeram de tudo para apagar do coletivo do povo brasileiro a lembrança do Brasil Império e que ainda fazem hoje, pois o que interessa agora é idolatrar os atuais líderes da república, fazendo filmes fantasiosos dos mesmos. Os padrões europeus são uma coisa, os padrões americanos são outros, então tal comparação é desnecessária. Sim, incomodou muita gente os comentários no documentário do History sobre a Guerra do Paraguai. Eu senti uma certa tendência a fazer do Paraguai uma vítima, o que não foi. O Brasil reagiu ao ataque a sua soberania. Com relação das crianças que foram mortas, numa guerra nenhum soldado vai ficar parado recebendo tiros sem reagir porque o atirador é uma “criança”. Solano López foi um covarde criminoso quando fez uso desse artifício para fugir dos soldados brasileiros. Mas apesar de tudo o que fez, em sua pátria Solano López é reverenciado como um herói, o que ele não foi. Algumas verdades foram contadas nesse documentário, outras coisas foram exageradas para valorizar o lado dos paraguaios… Por exemplo, por que não foi chamado algum membros da família imperial brasileira para expor seu ponto de vista? Por isso digo que o documentário foi tendencioso.

    • marcia disse:

      Oi, Nehemias. A História é cheia de controvérsias e alguns temas ainda geram muita polêmica. O papel do historiador não é nem idolatrar, nem desqualificar as figuras históricas. D. Pedro II é reconhecido pelas suas qualidades e sua habilidade em governar, sem dúvida. E, como qualquer ser humano e qualquer líder, cometeu erros e tinha seus defeitos. Talvez, o documentário tenha pecado por enfatizar exageradamente esse lado menos conhecido e menos lisonjeiro do imperador, não contextualizando devidamente as declarações dadas. Lembre-se, porém, que Mary del Priore não tem nenhuma responsabilidade na produção ou edição do documentário, ela apenas deu uma entrevista que foi utilizada no filme livremente. Não podemos falar sobre as intenções de quem produziu e exibiu o material, somente os responsáveis podem responder por isso. É muito importante que os espectadores tenham uma visão crítica de tudo que é exibido, discutindo o conteúdo e esclarecendo eventuais dúvidas nos canais apropriados.

  24. william Pavel disse:

    É Indescritível o nível de pensamento da dita “historiadora”, a sra. Del Priore.
    A senhora tem certeza que é historiadora? ou só uma pessoa que estudou numa faculdade e recebeu um pedaço de papel que dizia isso?
    Quer dizer, de onde vem os seus dados historiográficos, senhorita?
    O jeito com que a senhorita se referiu a Dom Pedro, foi o típico jeito de professor de história esquerdista de universidade. Quer dizer, como poderia um homem que falava 6 línguas(inclusive, quando ia à Áustria visitar seus primos, conversava em latim) ser um “CAIPIRÃO BRASILEIRO”? ou na sua “retratação”, um “caipirão despreparado de hábitos incivilizados”?
    Quer dizer, qual é o aspecto ou característica da vida de Dom Pedro ii que demonstra o seu “caipiranismo” ou despreparo? o fato dele manter as finanças do seu império impecáveis até o golpe republicano?
    A boa imagem internacional como potência até para os países civilizados?
    Ou a sua total repulsa à censura à imprensa?
    ou o seu investimento em educação com o próprio salário, que diga-se de passagem, não deixou que fosse aumentado em todo o seu reinado.
    Quer dizer, onde a senhora estudou história, moça?

    • marcia disse:

      O texto explicita claramente o contexto em que a expressão foi utilizada. Não houve retratação, apenas a divulgação das fontes usadas pela historiadora. O nosso blog trata de História e não de preferências políticas.

  25. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua terceira viagem à Europa (1887-1888):
    “No dia 3 de agosto, depois do almoço, Dom Pedro II se encontrou com seu confrade da Academia Francesa, Maxime Du Camp. Eles deviam ter interesses em comum, pois Du Camp era orientalista, fotógrafo famoso e escritor, chamado ‘o almanaque vivo da França’.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, pp. 112-113

  26. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua terceira viagem à Europa (1887-1888):
    “Com Seibold, vertia ‘Os Lusíadas’ para o alemão, traduzia ‘As mil e uma noites’ do árabe e estudava sânscrito e grego.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 108

  27. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua segunda viagem à Europa (1876-1877):
    “O velho rei Guilherme [da Alemanha] foi de grande amabilidade e propôs a Dom Pedro ver o desfile dos granadeiros imperiais. O convite foi gentilmente recusado por nosso monarca, pois ele desejava ir ao Instituto de Fisiologia, para falar com o doutor Bois Reymond. Ao doutor Reymond, o imperador pediu cópia do projeto do instituto, justificando que teria grande interesse em implantar no Brasil uma obra parecida.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 97

  28. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua segunda viagem à Europa (1876-1877):
    “Antes do jantar, Dom Pedro II recebeu ainda a visita do químico e físico Bunsen e do professor de filosofia Fischer, ambos de renome internacional.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 89

  29. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua primeira viagem à Europa (1871-1872):
    “O Imperador, se não visitava fábricas, igrejas, museus, visitava institutos de ciência ou de história ou se encontrava com sábios. No dia 15 de agosto, Dom Pedro II visitou várias exposições da rue de Vénus, onde estava sendo aberta a segunda sessão do Congresso de Ciências Geográficas. O Imperador foi convidado por uma deputação a assistir às apresentações do congresso e aceitou o convite com grande prazer. Acomodaram-no em um lugar de honra e ele logo tomou a palavra, exprimindo sua satisfação em se encontrar naquele importante congresso. Declarou ser membros das sociedades congêneres de Londres e Paris, e que era uma grande satisfação encontrar ali diversos membros daqueles silogeus.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 45

  30. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua primeira viagem à Europa (1871-1872):
    “Quando chegaram à Antuérpia, à tarde, Dom Pedro II e seu camarista, Nogueira da Gama, visitaram a catedral, a biblioteca, as fortificações e a pinacoteca, que abriga uma rica coleção de pinturas flamengas. Na galeria central, havia diversos participantes do Congresso Internacional de Estatística, que estava sendo realizado naquele mesmo edifício. A convite do presidente, Dom Pedro II foi assistir ao início dos trabalhos. Temos de lembrar que o Imperador conhecia grande parte dos participantes pelo nome e por suas obras; então, as citou e as discutiu com os presentes, pois discordava de certas teorias em diversos pontos. Os participantes do congresso ficaram admirados com a força da inteligência e a notável memória do monarca.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, p. 45

  31. Arthur O. Lage disse:

    Dom Pedro II em sua primeira viagem à Europa (1871-1872).
    “Antes de deixar a Escócia, que tanto apreciou pela genuinidade e simplicidade das pessoas, ainda procurou Sir William Thompson, futuro Lorde Kelvin, famoso físico e matemático, professor da Universidade de Glasgow, autoridade em cabos submarinos. Dom Pedro II o convidou a visitar o Brasil para examinar a implantação do cabo telegráfico submarino ao longo do litoral brasileiro, iniciativa do monarca.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, pp 44

  32. Arthur O. Lage disse:

    “Nos arquivos da Biblioteca Nacional, do Museu Imperial e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), tem-se a prova da ampla correspondência trocada com as sumidades do mundo germânica. Seu interesse pelas ciências é testemunhado pela grande quantidade de títulos recebidos por instituições e academias, em particular alemãs e austríacas. Além da ciência, não fugiam a seu interesse os músicos alemães. Apoiou o Mozarteum de Salzburgo, na Áustria, a famosa Casa dos Festivais, em Bayreuth, e quis trazer Wagner para o Brasil.”
    BRAGANÇA, Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e. Dom Pedro II na Alemanha: uma amizade tradicional. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2014, pp 11-12

  33. Victor Soriano Fadel disse:

    É incrível que se espere que após o golpe militar que deu origem ao período republicano tenha-se farto documento sobre um regime é um governante que se queira desmoralizar, ainda mais comparando a um arquivo belga, cuja o regime ainda permanece monárquico. Insistência de se falar um péssimo ainda perdura em toda academia, mas como todo estudioso tenta falar o idioma de seu anfitrião. Aliás nem neste idioma era obrigado a se reportar, pois seu idioma é a Língua Portuguesa e representa seu país. Quanto às regras de civilidade aristocrática européia, talvez as considerasse demasiada antiquada para o novo século que viria. Inclusive não sobreviveram às mudanças dos séculos.

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