OS MUSEUS BIOGRÁFICOS

Por Natania Nogueira

Casa de Guimaraes Rosa obs.: Cromo original no Dedoc

Casa Guimarães Rosa. Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/br-mg-cordisburgo-atracao-casa-guimaraes-rosa

Os museus podem ser divididos em várias categorias, uma delas, talvez pouco mencionada, é a dos “museus biográficos”. Geralmente, são pequenos e modestos. Este tipo de museu é bem comum em cidades pequenas, mas também pode ser encontrado em grandes centros. O seu acervo possui artefatos produzidos, muitas vezes, por um único indivíduo, e geralmente são alocados em espaços que possuem alguma relação com sua trajetória de vida.

 

Temos por exemplo, o museu localizado na “Encantada”, Museu Casa Santos Dumont, casa construída em 1918, projetada e habitada por Santos Dumont, em Petrópolis (RJ). Seu acervo tem por objetivo contar a vida do “pai da aviação”.  Outro exemplo é Casa Guimarães Rosa é onde o escritor mineiro viveu do seu nascimento, em 1908, até os nove anos de idade, na cidade de Cordisburgo (MG). Cabe citar ainda a o “Espaço dos Anjos”, museu dedicado a preservar a memória de Augusto dos Anjos, instalado na casa onde o poeta paraibano passou seus últimos dias de vida, localizado em Leopoldina (MG).

Em todos os três casos citados temos pequenos espaços, dois deles marcados pela simplicidade quase que absoluta, mas que guardam a memória de um personagem histórico cujas realizações durante a vida marcaram de alguma forma a história do nosso País. Para muito além de cultuar a memória de nomes ilustres das artes ou da política, os museus biográficos são um forma de a comunidade manter viva uma memória que valoriza o local. No caso de muitas cidades do interior, o local torna-se uma referência para trabalhos diversos sobre educação patrimonial e história local.

Ao contrário dos grandes espaços museológicos, onde encontramos acervos variados e obras de valor monetário e histórico inestimável, os pequenos museus biográficos remetem à identidade local e reforçam o sentimento de pertencimento. Eles mobilizam a sociedade em torno de um personagem e, ao mesmo tempo, podem ser espaços para a construção de uma memória coletiva.

Estes pequenos espaços, que guardam fragmentos da história local contata a partir da trajetória de vida de um personagem emblemático, desempenham um papel fundamental. Eles agregam aspirações e os anseios de toda uma comunidade. Eles se abrem para receber em suas dependências crianças, jovens e adultos que, de alguma forma, irão encontrar ali uma pequena parte da sua identidade local. Santos Dumont, Guimarães Rosa ou Augusto dos Anjos tornam-se, então, promotores da educação patrimonial.

4 Comentários

  1. José Arnaldo de Castro 23 de dezembro de 2015
  2. José Arnaldo de Castro 23 de dezembro de 2015
  3. José Arnaldo Castro 22 de Maio de 2015
    • Natania 23 de dezembro de 2015

Deixe uma resposta