CIDADE, MEMÓRIA E HISTÓRIA

Por Natania Nogueira.

      Há algum tempo, fiquei sabendo da existência de um projeto Prefeitura de Petrópolis, no Rio de Janeiro, que tinha por objetivo de identificar e apresentar de forma resumida o casario do centro histórico aos turistas. Quem conhece a cidade sabe que, entre museus e espaços culturais, as mansões e palacetes da época do Império e da Primeira República são uma atração à parte.

       Como visito Petrópolis bem menos do que gostaria, só pude ter contato recentemente com o resultado do projeto, que recebeu o nome de “Sinalização Turística – Circuito a Pé.” Foram instaladas placas de identificação pela região central, em português e inglês, onde constam dados sobre as construções, tais como a data da sua conclusão e seus primeiros donos. Um pequeno histórico sobre o prédio e quem viveu nele.

       A iniciativa da administração municipal, juntamente com Fundação de Cultura e Turismo, da CPTrans e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Ministério do Turismo e a Caixa Econômica Federal, é uma ação no sentido de valorizar a incentivar o turismo na cidade. Ao todo, foram sinalizadas 42 casas históricas, além de outros atrativos, como o Palácio Rio Negro e a Casa Santos Dumont, por exemplo.

       O passeio a pé pelo centro histórico ficou ainda mais agradável. O mesmo trajeto que fiz várias vezes em outras oportunidades trouxe novas informações. Não raro, se via turistas e mesmo moradores da cidade parados lendo uma placa de identificação e tecendo alguns comentários sobre uma edificação.

     Um projeto simples que pode ser implementado em outras cidades valorizando os centros históricos, que nem sempre são assim reconhecidos. Projetos deste tipo podem criar oportunidades para a educação patrimonial em uma cidade, principalmente naquelas que não são consideradas “turísticas”. Ele promove a valorização das construções, a instrução da comunidade e reforça ou mesmo cria o sentimento de pertencimento.

      O projeto recebeu algumas críticas e precisou receber algumas adequações. Infelizmente, algumas placas já forma vitimas de vandalismo, o que reforça ainda mais sua necessidade. Só por meio de uma educação patrimonial constante é que poderemos obter resultados. É um trabalho a médio e longo prazo e que requer perseverança. Afinal, uma criança precisa cair até aprender a andar.

petropolis

Placa explicativa (acervo pessoal). 

 

2 Comentários

    • Natania

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