Feitiços e bruxarias nos tempos coloniais

A magia fazia parte do cotidiano das sociedades europeias medievais. Na Idade Moderna, com caça às bruxas, este tipo de fenômeno começou a ser encarado de forma diferente, quase sempre associado ao mal e ao demônio. E no Brasil Colônia, como se configurava a feitiçaria e a magia? Mescladas ao imaginário europeu, tivemos ainda influências das culturas africanas e indígenas, formando um sincretismo religioso que encarava de maneira particular tais aspectos da vida dos colonos. As visitações do Santo Ofício registraram muitos casos interessantes e surpreendentes.

É interessante observar que não existe referência aos “sabbats”, fenômeno recorrente nas narrativas sobre bruxaria na Europa; nem a possessões coletivas (como o que ocorreu em Salém, nos Estados Unidos). Há relatos de metamorfoses, invocações do demônio, demônios “familiares” e pactos – além de visões e sonhos. Veremos aqui no blog cada um dos fenômenos separadamente.

De acordo com Laura de Mello e Souza, em “O Diabo e a Terra de Santa Cruz”, a tensão inerente à sociedade escravista colonial brasileira, refletia-se nas manifestações de feitiçaria da população. “Através delas, buscava-se ora preservar a integridade física, ora provocar malefícios em eventuais inimigos. Tinham portanto função dupla: ofensiva, visando agredir; defensiva, visando preservar, conservar”.

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Representação dos medos que assombravam os homens, do pintor espanhol,  Goya.

3 Comentários

  1. Glaucia Maia 28 de novembro de 2013
  2. Karine 28 de novembro de 2013
  3. leila 28 de novembro de 2013

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