O saldo da Guerra

O final da guerra do Paraguai anunciou várias rachaduras no dique dos conservadores. Na imprensa, não faltaram jornalistas que compararam o brilho dos festejos com a indiferença com que foram acolhidos “sem um viva, sem um foguete, sem um versinho, os desvalidos que voltaram trazendo em seus mutilados corpos”, as provas de sua dedicação à luta. Os oficiais queixavam-se de “ingratidão cruel” e esquecimento por parte do governo. Louvava-se o príncipe “protetor dos soldados”, o Conde d’Eu que promoveu a abolição dos escravos no Paraguai. A assistência aos militares feridos assim como ao fim da escravidão eram discutidos, sobretudo nos jornais liberais. A guerra, marcada por conflitos sangrentos e batalhas cruéis, não depusera, apenas, o dirigente do Paraguai. Destruiu o Estado e deixou um saldo elevadíssimo de perdas humanas: entre 800.000 e 1.300.000 pessoas. O acordo aliado era jocosamente chamado de “tríplice infâmia”. _ Mary del Priore

3 Comentários

  1. Alvarez Ribeiro 11 de novembro de 2013
  2. João Baptista de Siqueira Neto 10 de novembro de 2013
  3. João Baptista de Siqueira Neto 10 de novembro de 2013

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