Fracasso Diplomático

O processo de independência não se encerra com o “grito” de 7 de setembro. Houve guerras com as tropas portuguesas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a ruptura. As negociações com a antiga metrópole foram intermediadas pela Inglaterra, que tinha interesses comerciais no país recém-criado (manter as taxas aduaneiras dos tratados de 1810). Em agosto de 1825, foi fechado o acordo de reconhecimento da independência, que só beneficiava Portugal e os ingleses. O Brasil pagaria 2 milhões de libras esterlinas como indenização e manteria D. João VI como imperador “titular”, comprometendo-se ainda a não se unir às colônias portuguesas na África. Para Amado Luiz Cervo, este foi o primeiro fracasso formal da diplomacia brasileira: sem precisar, – afinal Portugal estava em péssimas condições econômicas e enfraquecido politicamente – a nova nação cedeu a todas as exigências lusitanas, endividando-se para poder pagar uma indenização exorbitante. SAIBA MAIS: BUENO, Clodoaldo e CERVO, Amado L. “História da Política Exterior do Brasil”. Ed. UNB, 1992.

joaodebret003 D. João e D. Pedro I: imperadores da nova nação

4 Comentários

  1. floral print blouses 15 de novembro de 2013
  2. Francisco Sulo 25 de outubro de 2013
  3. Edir Gomes de Azevedo 21 de outubro de 2013
    • marcia 21 de outubro de 2013

Deixe uma resposta