A princesa infeliz

Uma das figuras mais solitárias e melancólicas da nossa história – assim podemos descrever a princesa e depois imperatriz Leopoldina. Vinda da corte austríaca, a jovem veio viver seu sonho romântico no Brasil: casar-se com o belo príncipe e mudar-se para uma terra longínqua e exótica. A realidade, porém, foi muito diferente. D. Pedro era certamente um homem atraente, mas infiel e de temperamento difícil. Apaixonada, Leopoldina foi obrigada a fechar os olhos para suas aventuras e foi publicamente humilhada pelo romance do marido com a Marquesa de Santos. Sua participação nas negociações que levaram à independência do Brasil, todavia, foram inegáveis. A prova disso são as cartas trocadas com a Áustria e os conselhos que dava ao marido. Monarquista, a imperatriz temia os rumos que a política tomava.
“O Brasil será em vossas mãos um grande país, o Brasil vos quer para seu monarca. Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele fará sua separação. O pomo está maduro, colhe-o já senão apodrece”, escrevia sabiamente às vésperas do 7 de setembro.
PRIORE, Mary del. “A Carne e o Sangue”, Ed. Rocco, 2012. (p.89)leopoldina Leopoldina, sempre grávida e cercada pelos filhos.

7 Comentários

  1. blazers reviews 2 de novembro de 2013
  2. marcia 1 de novembro de 2013
  3. Ócio Livre 28 de outubro de 2013
  4. marcia 24 de outubro de 2013
  5. Francisco Sulo 23 de outubro de 2013
    • Ligia Cunha 24 de janeiro de 2018

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