A Belle Époque

“Rio de Janeiro, início do século XX. Os anos posteriores à proclamação da República foram marcados por um turbilhão de mudanças. A europeização, antes restrita ao ambiente doméstico, transformou-se em objetivo – melhor seria dizer “obsessão” – de políticas públicas. Tal qual na maior parte do mundo ocidental, cidades brasileiras passaram por um processo de mudança radical, em nome do controle e da aplicação de métodos científicos; crença que também se relacionava com a certeza de que a humanidade teria entrado em uma nova etapa de desenvolvimento material marcada pelo progresso ilimitado. Por apresentar uma visão otimista do presente e do futuro, o final do século XIX e início do XX foram caracterizados – seguindo a moda europeia – como sendo uma belle époque. Havia, contudo, uma face sombria nesse período. O início da República conviveu com crises econômicas, marcadas por inflação, desemprego e superprodução de café. Tal situação, aliada à concentração de terras e à ausência de um sistema escolar abrangente, fez que a maioria dos escravos recém-libertos passasse a viver em estado de quase completo abandono, sem direito a voz na sociedade brasileira. A capital ganhou maquilagem transformando-se numa ‘Paris à beira-mar’, graças a Pereira Passos. O país perdeu Machado de Assis e Euclides da Cunha. As revoltas da Vacina e da Chibata agitaram as ruas”.- Mary del Priore.

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  1. Jeferson Augusto da Cruz 18 de novembro de 2013

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