“Sou mulher e odeio o feminismo. Será que tem cura?”

Publicado em 15 de agosto de 2015 por - Feminismo

Ontem, encontrei uma antiga colega de escola, com quem tenho mantido algum contato pelo Facebook. Conversa vai, conversa vem, e ela me disse ser leitora desse blog. Então, me fez a seguinte pergunta: “Você fala tanto de violência contra a mulher. E a violência contra o homem? Você não se importa??”. Bom, logo percebi para onde iria parar a conversa. Respondi que existem vários tipos de violência e que todas devem ser combatidas, mas que falar de forma generalizada é bem menos eficiente do que focar em determinadas frentes. E que é inegável que existe uma violência de gênero, ou seja, que mulheres são agredidas por serem mulheres. Lembremos que essa semana houve um caso horrível de uma moça mutilada pelo “companheiro”. A resposta foi uma risadinha irônica e a frase lacônica: “Vocês feministas…”.

O fato me fez pensar nas inúmeras mulheres que se orgulham de renegar o feminismo. Muitas engrossam o coro masculino de que as feministas são “mal amadas, chatas e mimadas, afinal querem privilégios”. Invariavelmente, essas anti-feministas recebem o apoio masculino. “Essa é mulher de verdade, sem frescuras. E gosta de homens de verdade”. Esse tipo de postura talvez esteja ligada ao fato de que muitas brasileiras não conseguem se enxergar “fora da órbita do homem.O que ela quer é continuar sendo uma presa desejada”, como avalia Mary del Priore. Pode ser que isso seja parte da busca feminina por aprovação, não sei.

Ou talvez elas não queiram se associar à imagem negativa que os movimentos feministas têm até os dias de hoje. Na virada do século XIX e nas primeiras décadas do século passado, as feministas sofriam um preconceito terrível. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, as sufragistas foram violentamente reprimidas. E no Brasil, não foi diferente: “Nas primeiras décadas da República, o celibato associava-se ao feminismo. E este, à feiura e masculinização. No entender da imprensa da época, quem não era agraciada com beleza física suficiente para se casar vingava-se aderindo aos movimentos de emancipação”, conta Mary del Priore.

O movimento feminista hoje está bastante fragmentado. Há setores identificados com questões específicas, como racismo, transexualidade, trabalho doméstico, assédio, etc. Existem também aquelas que pregam o fim dos gêneros, pois, a feminilidade seria algo construído e prejudicial à mulher. Enfim, são diversas correntes e ninguém precisa estar de acordo com todas elas. O feminismo nos permite que encontremos nossos próprios caminhos. Podemos discordar ou concordar com as teorias existentes. Mas generalizar e atacar todas feministas, como se todas pensassem da mesma forma, não me parece muito inteligente.

Costumo perguntar para as anti-feministas: você concorda que as mulheres devem ganhar menos que os homens, apenas pelo seu gênero (independente dos méritos profissionais)? Você acha que as mulheres devem ser vistas somente como objeto sexual? Você acredita que a mulher é fraca e insegura por natureza? Você acha que lugar de mulher é dentro de casa? Se a pessoa responder “não” a essas perguntas, ela é feminista, mesmo sem querer ou saber. Então, é bom parar de menosprezar as suas próprias ideias por puro preconceito ou necessidade de aprovação.E é importante lembrar que ser feminista não significa ser ativista.

Agora, caso a resposta seja “sim”, infelizmente, serei obrigada a dizer que a pessoa tem sérios problemas. Desqualificar a si mesma por ter nascido mulher me parece absurdo e doentio. Até hoje, não conheci pessoalmente nenhuma mulher que pense dessa forma, mas pode ser que elas existam. A dúvida é: será que tem cura?

– Texto de Márcia Pinna Raspanti.

mulher-chorando-1944

“Mulher chorando”, de Cândido Portinari.

 

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44 Comentários

  1. Luiza Mitsuaki disse:

    Tirei uma conclusao sobre a sua página : Quando vc percebe que seus argumentos esgotaram, vc não publica mais os posts de treplica.
    Coloquei um site ( https://tulioaguiar.jusbrasil.com.br/artigos/150973163/o-valor-probatorio-da-palavra-da-vitima-nos-crimes-regidos-pela-lei-maria-da-penha-lei-11340-2006 ) que PROVA que vc estava errada quando disse : “Não é verdade que apenas a palavra da mulher basta. Nunca foi” ( Nunca foi? dá vontade de rir ), mas vc, como não tinha como refutar, olhou pra cima, assobiou e fingiu que não viu.
    É assim que o feminismo age? Quando perde os argumentos, sai pela primeira a esquerda?
    Mas agradeço a vc por ter essa página, pois eu e algumas amigas minhas estamos pensando seriamente em deixar o feminismo por achar que é tão falso e hipócrita que chega uma hora que desmorona.
    E vc ajudou a provar isso.
    Vai, faça como vc sempre faz com quem contraria seus interesses, diga que eu sou mal educada, que usei de palavrões e que não permite ofensas aqui, afinal ninguém vai ver mesmo o que escrevi e só vao ver o q vc escreve e sempre por último, para parecer que tem razão.
    Mais uma vez : Obrigada por me fazer deixar o feminismo.

    • Márcia disse:

      Estou tendo paciência e boa vontade, mesmo sabendo que estou lidando com um fake. Você já mandou estatísticas erradas e distorcidas, que eu pacientemente refutei com matemática básica. Depois tentou provar que há denúncias falsas de estupro e violência doméstica, fato que qualquer pessoas minimamente informada sabe que existe. Concordei que quem denuncia falsamente um crime desses (como qualquer outro) deve ser punido e isso está previsto em lei. Agora, você me traz uma artigo crítico à Lei Maria da Penha, de um jurista que vê falhas na lei. Ótimo, tudo pode ser melhorado, e a discussão jurídica é importante. Sim, a palavra da mulher ganha relevância nesses casos porque dificilmente há testemunhas, mas isso não significa que não haja investigação, exames e todo o procedimento inerente ao inquérito. Talvez você tenha problemas de interpretação de texto ou só queira ser inconveniente, porque eu respondo uma coisa e você distorce ou entende outra. Em que momento falei que você é mal educada (o) ou falou palavrões? Nunca, mas enfim cada um usa o tempo como lhe agrada. Você me conhece? Sabe quais são meus interesses? Então, não faça acusações sem sentido. A decisão de ser feminista ou não é pessoal, não estou aqui para convencer ninguém de nada, assuma suas escolhas, pelo menos. Obrigada.

  2. Luiza Mitsuaki disse:

    Oi,

    Como esses casos foram surpresa pra mim, resolvi estudar mais o assunto e enfrentar a realidade que eu não conhecia.
    Uma vez me disseram que a mídia ( a tv que alcança a maioria das pessoas e da mais impacto ) só mostra os casos verdadeiros de violência contra a mulher, porque da mais ibope e porque a maioria do eleitorado é feminino ( ai do político que votar lei mais rigorosa contra mulher que faz denuncia caluniosa ). E aí todo mundo pensa que todas as denuncias são verdadeiras.
    Realmente nunca vi na TV casos e casos onde mulheres são presas por fazer denucia caluniosa nunma Delegacia.
    Bom, lendo vários sites vi que a até pouco tempo atras bastava a palavra da mulher como prova contra um ex desafeto dela, mesmo que fosse mentira, o cara era preso.
    Ora, imagina quantos caras foram presos só porque a mulher foi na delegacia e invetou uma agressão. E tem mulher que faz ematoma no seu corpo para chamar mais atenção.
    Gente, a que ponto chega o ser humano!
    Existe casos e mais casos estudados por um psiquiatra forense que chama Síndrome da Mulher de Potifar, onde ela inventa que foi agredida por ser rejeitada ou coisa parecida. E não são casos isolados, são estudados por tribunais de justiça que de tanto ver mulher mentindo para por o homem na cadeia, que estudaram esses casos e deram até um nome que pudesse resumir esse desvio de carater, e que se tornou uma síndrome aceita pelos médicos.
    Acho que lendo mais eu acordei para uma triste realidade e que são mulheres que mentem sem a menor dor na cosciencia, só para por o homem preso e aí ela se sente vingada. E repito, não são casos isolados, é claro que os casos verdadeiros são em maior quantidade, mas só de saber que existem milhares (se são milhares deixa de ser caso isolado e a fonte são os tribunais de justiça, é só fazer uma pesquisa no google, eu fiz e vi muitos, mais muitos casos assim que vou deixar no final, não só de tribunais mas são casos gerais) de mulheres em todo o brasil que mentem por vingança, dá vergonha.
    Ter que mudar de opinião é duro e reconhecer que nem sempre o homem é culpado por suposto estupro porque tem muita mulher que usa da fragilidade e chora para impressionar os delegados e juízes me dá vergonha também, pois chamo isso de mal caratismo feminino, por que o homem não demosntra fragilidade e dificilmente chora nas delegacias para comover ninguém, tenho que reconhecer isso.
    Se fosse com um dos irmãos meus e olha que eu tenho 3, eu nem ia quere saber se era caso isolado ou não, não ia sossegar enquanto não pusesse a sujeita atrás das grades. Desculpe Claudia, mas falamos confortavelmente nas nossas poltronas diante de um computador que são casos isolados quando é com os outros, mas quando o caso é com um parente nosso, aí a coisa muda de figura e deixamos a estatistica e o tratamento frio e até o feminismo de lado, e pelo menos eu parto pra luta na justiça.
    Acho que temos que ter empatia e se colocar no lugar de um homem quem foi injustamemte preso, por causa de uma mentira de mulher.
    Não é por que sou feminista que vou achar isso tudo normal e pensar ah, é só um caso isolado…
    Passei o dia inteiro pesquisando, e quanto mais lia mais envergonhada ficava. Foi difícil digitar tudo isso.
    Passei o que li e achei para várias amigas feministas de carteirinha, e algumas delas se espamtaram com essa realidade e ficaram chocadas, assim como eu fiquei, pois não faziam ideia que existiam mulheres assim, tão desumanas e impunes. E isso vai gerando um efeito multiplicador pois cada uma delas também tem amigas feministas e por aí vai,
    Já tive notícias, pois fui citada como que startou tudo isso, e algumas que eu nem conhecia me mandaram zaps para confirmar tudo.
    E havia algo comum a todas elas : uma desagradável surpresa.
    Isso prova que muitas feministas, assim como eu desconhecem a existencia de mulheres assim e sempre nos colocamos como vítimas e nem imaginamos que homens são tão ou mais vítimas de mulheres desumanas. E não são poucas, infelizmente.
    Acho que estou meio deprimida pelo choque de realidade.

    E provando que não são casos isolados, temos :

    https://www.google.com.br/search?biw=1920&bih=922&q=cabe+retrata%C3%A7%C3%A3o+na+denuncia%C3%A7%C3%A3o+caluniosa&sa=X&ved=0ahUKEwi-67CBopfSAhXDHJAKHcOKDpUQ1QIIYCgA ( 5.000 casos )

    https://www.google.com.br/search?biw=1920&bih=922&q=denuncia%C3%A7%C3%A3o+caluniosa+violencia+domestica&sa=X&ved=0ahUKEwi-67CBopfSAhXDHJAKHcOKDpUQ1QIIYigC ( 1.500 casos )

    https://www.google.com.br/search?biw=1920&bih=922&q=uso+indevido+da+lei+maria+da+penha&sa=X&ved=0ahUKEwi-67CBopfSAhXDHJAKHcOKDpUQ1QIIZCgE ( 1.100 caos )

    https://www.google.com.br/search?biw=1920&bih=922&q=denuncia%C3%A7%C3%A3o+caluniosa+viol%C3%AAncia+dom%C3%A9stica&sa=X&ved=0ahUKEwi-67CBopfSAhXDHJAKHcOKDpUQ1QIIZSgF ( 29.000 casos )

    E pior, isso não nem a metade do que eu pesquisei. Triste.

    • Márcia disse:

      Em nenhum momento foi dito que não existem denúncias falsas ou que não há mulheres que mentem ou mesmo que são agressivas com seus companheiros. Obviamente, há mulheres e homens desonestos e mentirosos. Agora, aqueles números apresentados eram absurdos, bastava fazer uma continha simples, como eu fiz. Não há como pegar as estatísticas de uma delegacia e aplicar em todo o país. Sim, é terrível ser acusado de um crime que não se cometeu, sem dúvida – e isso pode acontecer com qualquer pessoa, independente do gênero. Como é terrível ser vítima de violência sexual ou doméstica, e ninguém acreditar em você. Já pensou ser estuprada e ainda chamada de mentirosa? Por isso, existe um processo legal: a vítima presta depoimento, há exames de corpo delito, ouve-se o acusado, as testemunhas, segue-se o procedimento estabelecido por lei. Como em qualquer ocorrência. Denúncia falsa é crime e quem a faz é punido.
      Não é verdade que “apenas a palavra da mulher basta”. Nunca foi, pelo contrário. Não se trata de ser feminista “de carteirinha” (o que seria isso?), mas de um mínimo de bom senso. Agora, dizer que o delegado acredita na mulher porque ela “chora” é ridículo, desculpe.
      Toda denúncia merece ser investigada com seriedade e sem preconceito. E quantos homens acusaram as mulheres injustamente? Você tem estatísticas sobre isso? Você não fica chocada com a quantidade de estupros que acontecem no Brasil?
      Repito: honestidade não depende do gênero.

  3. Luiza Mitsuaki disse:

    Vi num post anterior, varias páginas que mostram que algumas mulheres fazem denuncia falsa nas delegacias de mulheres.
    Numa delas diz que 80% são denúncias falsas e noutra diz que 45% são falsas.
    Bom, fiquei assustada com isso, pois para mim, nunca uma mulher iria fazer isso, e tb porque faria?
    Curiosa, fiz algumas pesquisas e vi que há por ano no Brasil, mais de 500 mil denúncias de violência contra as mulheres. Posso até mostrar os sites depois, e são dois que mostram números quase iguais.
    Bem, pegando o caso que nos favorece mais ou nos desfavorece menos, vamos nos basear nos 45%.
    Então 45% de 500.000 = 225.000 denúncias mentirosas !!!
    Gente, Eu nem imaginava que houve isso, quanto mais uma quantidade dessas!
    Bom, a senhora disse na sua resposta ao post que mostra vários link, que eram casos isolados.
    Mas… o que seria caso isolado?
    250 mil denúncias falsas feitas por 250 MIL mulheres são casos … ISOLADOS ???
    Sinceramente não entendi.

    • Márcia disse:

      A notícia, muito mal escrita por sinal, não informa de onde vem essa porcentagem de 45% de denúncias improcedentes. Os dados apresentados são regionais e não mostram essa porcentagem:
      “Na região de Presidente Prudente, em 2013, foram registradas 214 denúncias. Contudo, 30% foram classificadas como inválidas” (…)Segundo dados da Delegacia da Mulher (de onde??), 613 boletins de ocorrência foram registrados referentes à violência contra o sexo feminino, de janeiro a julho de 2013. Porém, apenas 595 viraram inquéritos (Isso dá 2,9% de denúncias inválidas, basta fazer as contas!). No mesmo período deste ano, já foram computados 664 registros policiais, sendo que 497 se tornaram investigações” (ou seja, 25%).
      São dados regionais, que variam muito, e estão muito longe da porcentagem de 45%, basta fazer as contas. E não foi dito que eram denúncias falsas, mas que não foi possível dar prosseguimento (não diz o motivo). Qual será a porcentagem de denúncias de outros crimes que não viram inquérito?? Não sabemos.
      No último link, uma psicóloga de uma vara de família afirma que em 80% das denúncias nos casos que tramitaram nessa mesma vara, e que ela teve conhecimento, eram falsas. É uma situação específica, em casos de separações litigiosas, onde há acusações e ataques entre os casais.
      Em todo caso, não é possível chegar a essas conclusões e números que a senhora apresentou. Não são dados nacionais e, portanto, é um absurdo pegar esses números de delegacias ou regiões determinadas e aplicar a mesma porcentagem em nível nacional. Simplesmente não faz sentido.
      As outras notícias se referem a casos específicos de acusações de estupro que se mostraram falsas com as investigações – é para isso que a polícia investiga caso a caso. Ou a senhora acredita que não há acusações de roubo, furto ou agressão falsas? E quantas mulheres que foram realmente estupradas, mas foram acusadas de terem feito sexo consensual pelos agressores? E quantas tiveram suas vidas devastadas, foram julgadas por seu comportamento ou sua roupa? Será que há uma estatística sobre isso também?

  4. Luiz Guilherme Prats disse:

    Boa noite. O movimento feminista é amplo e diversificado, sem dúvida. Há ainda posições moderadas e radicais sobre diversos temas. No entanto, por experiência própria de vida, que sempre será limitada e subjetiva, nunca conheci uma feminista que não fosse fortemente inclinada ao rancor pelos homens. Conhço algumas que são misândricas até. É característica comum, eu diria, o antagonismo ao Homem entre as feministas. Pode ser moderado ou não, mas está lá. Elas não se movem por amor ou simpatia ao gênero humano ou à Humanidade. As falas sempre têm direto ou velado ataque aos homens, principalmente ao Homem ocidental e cristão. Trabalho mesmo com uma que é completamente misândricas. Fala da violência do homem contra a mulher, mas não aceita que o contrário exista ou seja significativo.
    Já há dados na internet que apontam que, para cada duas mulheres vítimas de violência no ambiente doméstico, há um homem vítima também de sua parceira em casa. Salvo engano, Portugal é um dos países que começou a levantar estes dados. No Brasil, onze homens morrem para cada mulher. É só olhar os dados do DATASUS e do Mapa da Violência (muito embora este último, por conta do viés ideológico, tente camuflar os dados impossibilitando comparações). Então, como assim ” a violência contra a mulher é a demonstração de que a ela é a que mais sofre em nossa sociedade?”. Para que criar lei específica contra o chamado “feminicídio.” A violência é contra todos.

    • Márcia disse:

      Bom dia. Infelizmente, há um grande preconceito contra o movimento feminista, que persiste desde o século XIX. Há mulheres misândricas, como há homens misóginos, como há homofóbicos dos dois gêneros, como há todo tipo de discriminação. Discordo que sempre haja rancor das feministas com relação aos homens, não se pode generalizar. É preciso entender que quando falamos de cultura machista ou misógina ou mesmo de cultura do estupro, não estamos combatendo os homens, mas a mentalidade da nossa sociedade. Essas heranças culturais estão em todos nós, inclusive nas mentes femininas. Precisamos transformar a sociedade em um ambiente mais justo e igualitário. Isso é o feminismo. Podem haver distorções e radicalismos? Sim, como em qualquer movimento, mas devemos nos apegar às ideias e não às pessoas, porque essas sempre podem falhar. A lei do feminicídio é importante para combater um tipo de crime específico, com características bem definidas, mas que em um passado não tão distante era plenamente aceito. Você já deve ter ouvido falar em homicídio ou crime pela “defesa da honra”, não é? Isso ocorria quando um marido/companheiro matava ou agredia uma mulher por causa de uma traição (real ou imaginária), e a História nos conta que o assassino não era punido, pois a Justiça aceitava a ideia de “defesa da honra” – apenas para os homens, pois quando mulheres assassinavam seus maridos por ciúme eram punidas severamente. Pois bem, hoje tal concepção mudou, e a lei é uma forma de deixar isso claro. Não se trata de dizer que a mulher é “quem mais sofre na sociedade”, mas de sinalizar uma mudança de rumos na concepção de Justiça no país. A lei tem a sua razão de ser. A violência é contra todos, sem dúvida, e há leis específicas para diversas situações, não apenas no caso de feminicídio.

      • Sandro disse:

        Quanta besteira, sexista, feminista, vitimista, oportunista … engraçadas, quase tudo no dia-a-dia atual, beneficia a mulher. Quando solteiro hoje em dia o homem é depravado, mulherengo, safado, a mulher está exercendo os seu direitos. Na separação de um casal, onde todos os bens são divididos de forma igualitária (tá bom!), onde o filho sempre fica com o pai (piada),onde pensão alimentícia de R$ 3000,00 é o mínimo que ele devia pagar e se não pagar porque não tem emprego ou passar por dificuldade é problema dele (quem mandou enfiar o pauzinho em qualquer lugar) onde a família fica do lado do marido (só se for pra chamar de safado e enfiar uma faca no peito do cara), a mulher é uma santa, sempre esteve presente, se traiu foi por amor (ele não ligava pra ela), já ele era um safado porque sempre teve em casa e sempre foi respeitado (não precisava procurar fora), ele nunca ajuda em casa (coitada ela faz jornada tripla (sério que isso ainda cola?).Os homens estão morrendo que nem moscas ou estão presos (por atrasar a pensão, por assédio, por revidar agressão feminina, por ter sido estupido de acreditar que a mulher linda que ele paquerou queria transar e mudou de idéia no outro dia, porque percebeu que ele não era o Gianechini e ficou com nojinho denunciou e sua palavra é a que vale (mesmo sendo uma puta mentira) e vc vem falar de lei de assédio, cultura do estupro e femicídio?! Presta atenção sou contra violência e acho que essas leis exclusivas e sexistas, são uma palhaçada, as leis contra cada um desses crimes já existiam (lesão corporal, estupro, homicídio… só precisavam serem aplicadas de forma correta e não displicente. A lei maria da penha é sem dúvida a maior palhaçada já comemorada pela sociedade. Nela todos os babacas, tentam ganhar pontos com as mulheres falando bem dela (cuidado trouxas), homens de bem são o maior alvo dessa lei (não tem direito de revide, as palavras delas são suficientes para acabar com pedido de guarda de seus filhos, que quase sempre ficam com elas, porém pode ser pior, é só chegar na delegacia e dizer que foi ameaçada de morte pelo companheiro babaca ou marido, que o coitado vai ver o mundo dele acabar sem ao menos ser ouvido, detalhe nem vai precisar de testemunha, fácil nem vai precisar de falar que foi agredida e ter que fazer corpo de delito. Estupro essa palavra e muito distorcida, primeiro que se ela quiser é sexo, mas se ela mudar de ideia depois de gozar é estupro, vai no batidão com o mano de ak 47 na mão, onde só tem mano da melhor qualidade (agora irão me chamar de preconceituoso!), falando que vai dar e acontecer, acorda no outro dia sendo enrabada, até gosta, mas não gosta dos caras chamando de arrombada, mesmo assim cuti o fim da balada e levada em casa, más o efeito da droga passa começa ficar tristinha e depois que o vídeo circula na internet fica bravinha vem falar que tava drogada e foi estuprada (fácil mudou de ideia, assim!). Os caras são no máximo idiotas e praticaram crime de internet por postar fotos/video da vagaba sem o consentimento, só isso… ai vc falar que isso! é estupro que machista, tá vendo a cultura do estupro! Ninguém quer ser estuprado (não foi essa a ideia!) Olha se fosse condições parecida ela no batidão em bailes que não tem o cara com um rifle de assalto na mão cheio de traficante, um lugar entre aspas com um mínimo de decência e com uma mulher de bem, que foi pra lá se divertir e não provocar este tipo de coisa, e aparece um criminoso e estuprasse a força ou drogasse a vitima para estupra-la com ela inconsciente ou não (tanto faz é uma violência, também posso ser pai de uma mulher um dia, e não só por isso mas porque deve ser a pior coisa do mundo) isto sim é estupro tem a ver com a atidude ( e a minha vontade não conta?) más o fato é que assim como você dirigindo um carro bêbedo(a), assumi o risco de matar alguém em caso de acidente, também o faz com suas atitudes (lugar+objetivo+vontade+comportamento), porra sério que não pensa? se vc sai de casa e tem dois caminhos um que vc sabe que é seguro e outro que está tendo um conflito armado e mesmo assim decidi por vontade própria e capricho (pois o outro levaria no mesmo lugar, no mesmo tempo, nas mesmas condições, paisagens e qualquer outra idiotice que queiram inventar, menos o perigo) e acaba levando um tiro na cara, e depois quer pagar de vítima, tudo bem que mal gosto e/ou burrice não é crime más pqp. O que me incomoda e ver que tudo é motivo para chamar de machistas e outras coisas que adoram chamar, mas não prestar atenção ao seu redor e querer que todos concordem com afirmações ridículas, que são mitos ou já não existem mais, como por exemplo os homens ganham mais de 30% que as mulheres (mentira pesquisas atuais mostram que não passam de 7%, exigências idiota e infundadas que existe machismo na politica (o que existe é um monte de mulher imbecil- existem poucas com propostas decentes e sim eu sei que existem muitos e muitos homens na politica piores ainda- que não tem propostas muito diferente de castração geral de cidadãos brasileiro com o motivo mentiroso e diabólico (não me lembro de outro adjetivo que me dê mais nojo) com a desculpa de que todo homem é um estuprado em potencial (inclusive os pais de todas as mulheres que pensam assim) sou um homem de bem e não aguento mais ser caçado, criminalizado e ridicularizado, por uma cultura que é covarde que manipula, se auto vitimiza, engana, modifica a realidade através da mídia e do dito politicamente correto. Desde pequenos assistimos novelas incentivando as meninas virarem a mão na cara dos meninos porque fizeram ou disseram algo que de forma alguma forma contrariou a vontade delas, e que não justificam essa violência, nas mesma novelas os homens sendo ridicularizados enquanto as mulheres são endeusadas, tem tanta palhaçada que dava pra escrever mais por umas duas horas detonando esse mimimi, de que eu cresci assim e agora eu quero tudo pra mim, quer saber vai trabalhar de verdade!, mostra que é melhor para ganhar mais então, escolhe um compahairo se quiser em outros lugares, para de reclamar e vai cuidar da sua vida deus te deu a sua vida pra que vc cuide dela e não da dos outros mesmo vc sendo contra o Patriarcado, eita Lilith, só de pensar que ali começou a primeira chata, que por um motivo imbecil acabou sendo expulsa. Chega vai estudar melhor os seus pontos de vista, seja mais imparcial, e se vc quer mechamr de machista, vindo de vc é um elogio!

        • Márcia disse:

          Caro Sandro, não sei de onde vem tanto rancor. Não quero convencer ninguém de nada, não estou reclamando, mas fazendo uma análise sob o meu ponto de vista. Você não sabe nada da minha vida pessoal, então, por favor, peço que você faça suas críticas com educação e evite os ataques a quem você sequer conhece. A crítica é sempre bem-vida, desde que haja respeito pela opinião alheia. Não vou dizer que você é machista, não o conheço, porém, seu texto denota uma profunda raiva e desprezo pelo gênero feminino. Talvez um apoio psicológico possa ajudá-lo a lidar com essas questões, pois este espaço é dedicado à História do Brasil, não creio que seja adequado para esse tipo de discussão.

          • Eduardo disse:

            Cara Márcia,

            O rancor do Sandro e o meu vem das mentiras propagadas pelo feminismo.
            E se fossem só mentiras, eu não estaria nem aí. O problema é bem mais embaixo: Essas mentiras são transformadas em leis sexistas a favor das mulheres.

            E esse tipo de coisa destrói sociedades!!

      • Eduardo disse:

        “Apesar de ter mais anos de estudo que os homens, as mulheres ainda estão concentradas em ocupações com salários mais baixos, tais como educação, saúde e setor de serviços.” ???? É esse argumento que vc usa para demonstrar que as mulheres ganham menos que homens?? Não são as próprias que escolhem esses empregos por livre e espontânea vontade???
        Não seriam o caso das mesmas escolherem ocupações melhores remuneradas??

        Mulheres praticam mais violência contra homens do que o contrário.

        Mais de 50% das acusações de estupros ( baseadas na lei Maria-da-Penha) são falsas. Isso é que desrespeitoso( Crime!!! ) para com as verdadeiras vítimas!!

        Homens MORREM mais que mulheres por causa de violência domestica.

        Mulheres violentam mais crianças e idosos do que homens.

        A sua desonestidade feminista é gritante, não??

        “E o feminismo, na essência, busca apenas a igualdade de oportunidades, independente do gênero”

        Feminismo na essência = mentira + dados distorcidos + desonestidade + falam o “A”( frases clichês “bonitinhas” como acima ) mas fazem o “B, C, D…”

        Melhor sair de seu mundinho feminista faz-de-conta para entender a gravidade da situação.

  5. Beli disse:

    Eu nao gosto do feminismo e sou mulher. E me sinto orgulhosa em dizer que não sou feminista. Acho ridiculo esse movimento atualmente, que antes já teve sua importância e ponto. Não me sinto representada por ele. Deixem de querer doutrinar todas as mulheres com seus discursinhos de captação. Eu to fora dessa bobagem.

    • Márcia disse:

      Ninguém quer doutrinar ninguém. Mas temos direito de expressar nossa opinião nesse espaço, como você tem de expressar a sua. O leitor pode concordar ou discordar, esse blog foi criado para ser um terreno de discussões. Agora, ofender e desqualificar as ideias alheias, chamando-as de “discursinhos de captação(?)” ou de “bobagens” não é uma postura muito democrática e mostra falta de argumentos.

  6. Felipe disse:

    Desculpe a minha ignorância mas quais são os critérios usados para saber quando uma “mulher é agredida especificamente por ser mulher?”

  7. Delgado disse:

    Quer dizer que vc acha que homens não sofrem violência pelo fato de serem homens? Que isso é uma exclusividade das mulheres?

    Em alguns casos certos homens ganham mais que mulheres, assim como existe o contrário.

    • Márcia disse:

      Não, não disse que os homens não sofrem violência. Na verdade, inicio o texto dizendo que há inúmeras formas de violência, mas que estaríamos abordando questões específicas às mulheres. Podem existir casos em que homens ganhem menos que as mulheres – exercendo a mesma função? Acredito que sim, não é impossível, mas são exceções. Minha opinião é embasada em diversos estudos, sendo o mais recente realizado pelo Banco Mundial.

      • Eduardo disse:

        Márcia,
        Acho que quem não conhece o feminismo de verdade é vc.
        Muito menos sobre as suas gurus( fundadores e apoiadores )

        E outra coisa: Feminismo não é o contrário de machismo…Feminismo é muito pior!! Porque é a loba em pele de cordeiro!!! Engana muita gente com frases “bonitinhas”.

        E femistas é uma tentativa do feminismo de tirar a responsabilidade das atrocifsobre si

      • Eduardo disse:

        “Os casos de assassinato, mutilação, violência de todos os tipos praticados por maridos, “companheiros”, namorados, amantes, por motivos como ciúme e rejeição, são notícia todos dias.”

        Só porque é contra as mulheres, casos contra homens não são mostrados( há pouquíssimas exceções) e quando são mostrados na cabecinha das pessoas vem a frase “ele deve ter feito alguma coisa para ela fazer isso”.

        Vc como jornalista devia saber.

      • Eduardo disse:

        Márcia,

        Por gentileza, pode me dar a referência da pesquisa do banco mundial em relação à diferença salarial entre homens e mulheres?
        E também as pesquisas comparativas de violência entre homens e mulheres?

        • Márcia disse:

          A pesquisa do Banco Mundial foi amplamente divulgada e debatida pela imprensa nacional. Há também levantamentos do IBGE (sobre a situação no Brasil), do BID e da ONU.Confira o Índice Global de Desigualdade de Gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 2015 (http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report-2015/).
          Peço que você também informe as fontes que embasam as suas afirmações, como “50% das denúncias de estupro são falsas” ou ” homens morrem mais por causa da violência doméstica” ou “as mulheres são mais violentas com seus companheiros que o contrário” ou que “mulheres violentam mais crianças e idosos que homens”.

  8. O Pirata disse:

    Não sou machista. Por causa disso devo ser feminista? Sou homem, então não posso ser feminista? Ser ou não ser?Afinal, inteligência é algo que deve ser categorizado ou é apenas inteligência? Vivemos num mundo fragmentado e parece que esta fragmentação causa mais fragmentação, ou seja, reforça a desunião. Como a autora do texto fala, até o feminismo se fragmentou, assim como ocorreu com diversas religiões e outras ideologias. Cada qual buscando seu interesse e fazendo da sociedade algo cada vez mais complexo e caótico. O ser humano é uma entidade impassível de se compreender um ao outro? Por que não podemos caminhar juntos, derrubando as fronteiras que nos separam? Afinal, onde há amor, há união e, por isso, simplicidade e harmonia. Entretanto, vejo que a própria fragmentação causa desarmonia e desunião. Não sou a favor de que mulheres ganhem mais ou menos, ou que fiquem em casa para cuidar dos maridos. Não trato mulheres como objeto, apesar de ter atração biológica por elas. Mas isso faz parte da natureza, como meio de manutenção da espécie, apesar de que o grande crescimento populacional nos faz questionar se realmente precisamos de mais descendentes. Enfim, não vejo que futuramente destruiremos a fragmentação, pelo contrário, estamos cada vez mais reforçando-a. O que é realmente importante é aprender a respeitar uns aos outros, amar o próximo como a si mesmo. Ademais, o amor não é algo ideológico, é algo que brota quando não há qualquer senso de divisão entre seres humanos.

  9. Anna Santos disse:

    Mulheres unidas, jamais serão vencidas!Querida Márcia, amo seus textos!Bjs

    • marcia disse:

      Obrigada, Anna! Fico muito feliz. Bjs.

    • O Pirata disse:

      Seres humanos unidos, transcenderão todos os preconceitos e discórdias, não somente entre sexos, mas entre etnias, nações e ideologias. Mas pelo slogan que você prega, reforçando o separatismo, acho difícil isso acontecer um dia. Enquanto isso, continuamos destruindo uns aos outros. Uma pena!

      • marcia disse:

        Acho que você não compreendeu bem o texto. Falo exatamente da necessidade de uma ação coletiva na busca de relacionamentos mais igualitários. O feminismo não é uma guerra contra os homens, muito pelo contrário, sem um esforço de todos não haverá avanço. Infelizmente, muitas pessoas, inclusive mulheres, têm uma visão distorcida do que é feminismo. No texto, quero mostrar que muitos que se dizem antifeministas, na verdade são feministas, mas não gostam de admitir por preconceito ao termo.

        • O Pirata disse:

          Você precisa ser feminista para querer igualdade entre os seres humanos?

          • marcia disse:

            Ninguém precisa se dizer feminista, na verdade, ninguém “precisa” fazer nada. O que estou dizendo é que, atualmente, quando a gente se diz feminista, escuta uma série de opiniões preconceituosas e distorcidas. E o feminismo, na essência, busca apenas a igualdade de oportunidades, independente do gênero. Então, se você acredita nisso, você é feminista, querendo ou não. Outra coisa: ser feminista não significa ser ativista, são coisas muito diferentes.

  10. Vanessa disse:

    Olá, Márcia. Como comentei em outra postagem, gosto muito dos seus textos, sobretudo quando vêm com temáticas feministas. Então, por conta disso, te faço uma pergunta: você provavelmente deve ter visto internet afora o trailer do filme Suffragettes. Quando o filme estrear, você acha interessante fazer uma abordagem aqui no blog? Adoraria ver o que você teria a considerar acerca desta adaptação cinematográfica de um momento tão caro à história das mulheres.

    • marcia disse:

      Oi, Vanessa. Muito obrigada pelo apoio! Sim, vi o trailer e não vejo a hora de estrear no Brasil. Com certeza, será um ótimo tema para um post. Um abraço.

      • Vanessa disse:

        Imagina, não precisa agradecer pelo apoio! Textos de qualidade sempre agregam bastante apoio, não é mesmo? Sobre o filme, eu vi que irá estrear internacionalmente em outubro, espero que a data para o lançamento por aqui seja a mesma. Fico no aguardo das suas considerações então! Até lá, continuo acompanhando os posts. Abraços!

  11. celina disse:

    Concordo plenamente com sua amiga. Essa história de feminismo é puramente fake. O verdadeiro feminismo aconteceu a partir dos anos 20 e se consolidou na década de 1960, sobretudo, graças a pílula anticoncepcional, o verdadeiro fator libertador das mulheres. Quanto aos homens ganharem mais que as mulheres, essa hipótese nem sempre se sustenta. Veja no funcionalismo público, por exemplo, os salários estão dentro de um teto independente do gênero. Mesmo a iniciativa privada, quando abre vagas, já dispõe de um valor determinado para pagamento, antes de saber se os contratados serão homens e mulheres. Em toda minha vida profissional, que já é um tanto longa, nunca vi esse tipo de discriminação. É muito discurso e pouca realidade. Hoje as mulheres são bem mais decididas e estão em grande vantagem em relação aos homens. Basta olhar ao redor.

    • Valéria disse:

      Concordo com o que você falou: ” Quanto aos homens ganharem mais do que as mulheres, essa hipótese NEM SEMPRE se sustenta”, todavia, ela AINDA EXISTE. E você concorda com isso, apenas pelo fato de não sofrer tanto essas consequências?!!! Basta olhar ao redor para percebemos que a mulher é tratada como um srr frágil nas coisas mais simples do cotidiano. Se você acompanha o blog, deve ter visto a última postagem, absurda, por sinal.

      • celina disse:

        Na minha categoria, docência, não há diferença entre os salários. Entretanto, é fato que em alguns setores homens ganham mais que as mulheres, mas se observar verá que em sua maioria são aqueles que permitem a negociação de valores. Nesse caso, poderia se concluir que os homens conseguem vender melhor seu trabalho e conquistar melhor posição, que por si não cabe críticas, mas serve para apontar um novo desafio para as mulheres que certamente com objetividade alcançarão.

    • marcia disse:

      De acordo com pesquisa recente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento): “Apesar de ter mais anos de estudo que os homens, as mulheres ainda estão concentradas em ocupações com salários mais baixos, tais como educação, saúde e setor de serviços. Ao comparar homens e mulheres da mesma idade e do mesmo nível educacional, os homens ganham 17% a mais do que as mulheres na América Latina”. Outro dado importante: Segundo dados do 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em novembro do ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 50 mil estupros no período de um ano! E cerca de 35% das vítimas não relatam o ocorrido, portanto, o número real deve ser bem superior. Os casos de assassinato, mutilação, violência de todos os tipos praticados por maridos, “companheiros”, namorados, amantes, por motivos como ciúme e rejeição, são notícia todos dias. Dizer que tais questões não são importantes ou dizer que lutar para reduzir esses índices é algo “fake” me parece até desrespeitoso com as vítimas. Basta observar a realidade com menos preconceito e sair de nosso mundinho protegido para entender a gravidade da situação.

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