Ser chic ou smart

Publicado em 17 de novembro de 2013 por - História do Brasil

Uma ótima opção de leitura sobre a Belle Époque é  “Literatura como Missão”, de Nicolau Sevcenko. No livro, o autor recria o panorama cultural e social do período (da República até a 1ª Grande Guerra). Nesta época, o Rio de Janeiro (e outras capitais) passaram por uma reformulação urbanística, social e comportamental. Foram os tempos do “Bota Abaixo”, que derrubou os cortiços e construções mais antigas. As nossas elites acharam que, se reformassem e modernizassem o centro, expulsassem os pobres para a periferia e falassem francês, o Rio seria alçado ao nível das capitais europeias mais chics. Tais ideias foram acompanhadas de um modo de falar pelo qual os mais abastados queriam se destacar. Vejamos: surgiu o chiquismo ou smartismo; o dândi era a figura mais imitada entre os homens, a melindrosa, entre as mulheres; havia ainda os elegantes e os cafajestes (que eram apenas pobres). Ao invés de dizer “boa tarde” ou “bom dia”, os chics e smarts soltavam um sonoro “Viva a França!”. A crônica social era implacável e ditava modas e comportamentos.

Márcia Pinna Raspanti

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