OS MUSEUS BIOGRÁFICOS

Publicado em 22 de maio de 2015 por - Educação

Por Natania Nogueira

Casa de Guimaraes Rosa obs.: Cromo original no Dedoc

Casa Guimarães Rosa. Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/br-mg-cordisburgo-atracao-casa-guimaraes-rosa

Os museus podem ser divididos em várias categorias, uma delas, talvez pouco mencionada, é a dos “museus biográficos”. Geralmente, são pequenos e modestos. Este tipo de museu é bem comum em cidades pequenas, mas também pode ser encontrado em grandes centros. O seu acervo possui artefatos produzidos, muitas vezes, por um único indivíduo, e geralmente são alocados em espaços que possuem alguma relação com sua trajetória de vida.

 

Temos por exemplo, o museu localizado na “Encantada”, Museu Casa Santos Dumont, casa construída em 1918, projetada e habitada por Santos Dumont, em Petrópolis (RJ). Seu acervo tem por objetivo contar a vida do “pai da aviação”.  Outro exemplo é Casa Guimarães Rosa é onde o escritor mineiro viveu do seu nascimento, em 1908, até os nove anos de idade, na cidade de Cordisburgo (MG). Cabe citar ainda a o “Espaço dos Anjos”, museu dedicado a preservar a memória de Augusto dos Anjos, instalado na casa onde o poeta paraibano passou seus últimos dias de vida, localizado em Leopoldina (MG).

Em todos os três casos citados temos pequenos espaços, dois deles marcados pela simplicidade quase que absoluta, mas que guardam a memória de um personagem histórico cujas realizações durante a vida marcaram de alguma forma a história do nosso País. Para muito além de cultuar a memória de nomes ilustres das artes ou da política, os museus biográficos são um forma de a comunidade manter viva uma memória que valoriza o local. No caso de muitas cidades do interior, o local torna-se uma referência para trabalhos diversos sobre educação patrimonial e história local.

Ao contrário dos grandes espaços museológicos, onde encontramos acervos variados e obras de valor monetário e histórico inestimável, os pequenos museus biográficos remetem à identidade local e reforçam o sentimento de pertencimento. Eles mobilizam a sociedade em torno de um personagem e, ao mesmo tempo, podem ser espaços para a construção de uma memória coletiva.

Estes pequenos espaços, que guardam fragmentos da história local contata a partir da trajetória de vida de um personagem emblemático, desempenham um papel fundamental. Eles agregam aspirações e os anseios de toda uma comunidade. Eles se abrem para receber em suas dependências crianças, jovens e adultos que, de alguma forma, irão encontrar ali uma pequena parte da sua identidade local. Santos Dumont, Guimarães Rosa ou Augusto dos Anjos tornam-se, então, promotores da educação patrimonial.

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4 Comentários

  1. José Arnaldo de Castro disse:

    A RODOVIA QUE FALEI ACIMA É A BR 499

  2. José Arnaldo de Castro disse:

    Eu tive a honra de trabalhar no início da construção dessa rodovia. Claro que foi uma homenagem e tanto ao Pai da Aviação, muito embora de custo elevadíssimo por diversos motivos que não cabem aqui escrever.
    Como o tema é “OS MUSEUS BIOGRÁFICOS”, quero saber porque não foi escrito nada sobre o “Instituto Lula”. Seria uma grande homenagem a esse grande nome brasileiro, aquele que reduziu a fome a zero, nos deixou uma sucessora do mais alto grau de conhecimento de administração de um país. Além do mais, seus ministros e auxiliares são também de elevado grau de competência administrativa. A Petrobrás nas últimas gestões do PT tornou-se a primeira empresa de extração e comercialização de petróleo bruto. O tão badalado pré-sal foi ativado e hoje extraem petróleo a altas profundidades com o menor custo por barril.
    Até então só se fala nas 7 irmãs. Com a Petrobrás passando para o primeiro lugar, agora são as oito irmãs.
    Quanto a administração do erário público e da própria Petrobrás, como foram entregues a pessoas da mais alta capacidade provando, inclusive, suas integridades e ilibadas idoneidades. Por isso e muito mais, acho que deveria ser incluído nesse site o INSTITUTO LULA”.
    Não vamos nos esquecer de seus filhos que de simples operários, fizeram como o pai administrando as empresas dos quais são sócios. O Brasil agora é respeitado no mundo todo, em especial na América do Sul. É só isso por hoje.

  3. José Arnaldo Castro disse:

    Excelente o comentário feito neste site a respeito dos pequenos mas importantes museus dedicados a pessoas que de uma forma ou de outra, marcaram suas passagens sobre o local onde estão.
    Destaco também a sede da fazenda onde nasceu Santos Dumont. A casa está na parada ferroviária (Central do Brasil) de Cabamgú situada a 16 km da cidade que recebeu seu nome após sua morte em 1932. Nesta casa, embora modesta, tem um significativo acervo que pertenceu ao Pai da Aviação. Para homenagear o centésimo aniversário de seu nascimento em 1973, o Governo Federal, através do Ministério da Aeronáutica, mandou construir a estrada de 16,0 km ligando o centro da cidade até a sede da fazenda, bem como, a restauração da casa. É um ponto turístico da região. Tão logo possa, postarei aqui uma foto dessa casa.

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