O último ato da favorita do imperador

Publicado em 31 de janeiro de 2017 por - artigos

Imagens em 3D revelam os segredos da múmia de uma cantora-sacerdotisa de 2.800 anos, estrela da coleção egípcia do Museu Nacional

Um livro por uma múmia. A troca foi boa para dom Pedro II, estudioso da cultura do antigo Egito. O imperador deu uma obra sobre o Brasil e, durante sua segunda viagem à terra dos faraós entre 1876 e 1877, recebeu de presente do quediva Ismail, então soberano local, um esquife lacrado. Dentro do caixão de madeira estucada e colorida havia a múmia de uma cantora-sacerdotisa que entoava cânticos sagrados no templo dedicado ao deus Amon, em Karnak, nos arredores de Tebas (atual Luxor). Essa mulher morreu com cerca de 50 anos durante a XXII dinastia, por volta de 750 a.C. O ataúde de Sha-amun-em-su, nome da cantora que significa “os campos verdejantes de Amon”, permaneceu no gabinete de Pedro II no palácio imperial da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, até 1889. Era um dos xodós do monarca, que, reza a lenda, trocaria até algumas palavras com o esquife. Com a proclamação da República, a múmia foi incorporada à coleção egípcia do Museu Nacional, que, desde 1892, ocupa a antiga residência da família real brasileira, hoje pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Leia a reportagem completa de Marcos Pivetta, na revista Pesquisa Fapesp:

O último ato da favorita do imperador

esquife

 

Esquife de Sha-amun-em-su, cantora-sacerdotisa do templo de Amon

Fonte: Revista Pesquisa Fapesp.

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