O terremoto de Lisboa (1755) – uma reconstituição

Publicado em 13 de abril de 2015 por - História

O sismo: um arrepio que percorrera a terra. Eis o que viveram os observadores estrangeiros entre tantos habitantes de Lisboa. O furor da terra se originara de um deslocamento brusco entre dois blocos rochosos adjacentes gerando ruptura e um emissor de ondas. O caráter rigoroso e implacável das fúrias do dragão gerara “uma horrível catástrofe” revirando toda a costa marítima e reduzindo a opulenta cidade a um monte de destroços.

A geografia local amplificava o desastre. As faldas rochosas sobre as quais repousava o casario da cidade, os meandros estreitos a recortar aqui e lá, as colinas, em cujas dobras e cimos intercalavam-se igrejas e conventos, aguçavam a vulnerabilidade sísmica de Lisboa. Não foi só a energia do cataclismo que se abateu sobre a cidade. As estruturas sísmicas somadas àquelas arquitetônicas permitiram com que telhados e paredes ondulassem como um trigal ao vento. O pavor do primeiro choque do terremoto marcava as lembranças. Nos documentos da memória de vários sobreviventes se lê física e moralmente como se sentiram as pessoas. Leem-se as etapas de seus sentimentos: primeiro, o diagnóstico da situação, a seguir, uma tentativa de autocontrole, depois o pânico animal, com sua coorte de odores e gritos empurrando-os para “os movimentos cegos do medo e de seu horror” , fazendo-os “temer a morte, desejando a morte” . – Mary del Priore.

Assista ao vídeo que faz uma reconstituição do terrível terramoto de 1755, feita pelo Smithsonian Channel.

https://www.facebook.com/video.php?v=823264177760553

pic_01_earthquake20at20lisbon_17551

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0 Comentários

Deixe o seu comentário!