O RIO DE JANEIRO E SEU DESENVOLVIMENTO URBANO

Publicado em 4 de agosto de 2017 por - artigos

A edição número 12 da Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro já está disponível para leitura. Basta acessar o link: http://wpro.rio.rj.gov.br/revistaagcrj/

O dossiê “O Rio de Janeiro e seu desenvolvimento urbano — o papel do setor municipal de urbanismo e organizado por Rodrigo de Faria, aborda questões múltiplas do debate urbanístico. Dentre os temas, estão as atuações profissionais, os debates do pensamento acadêmico da área, as concepções políticas e a urbanização do século XIX,
a atuação das mulheres pioneiras dentro do campo profissional, a institucionalização do urbanismo na administração municipal durante o Estado Novo (1937-1945) e sobre o Estado da Guanabara (1960-1975) e as discussões sobre a região metropolitana do Rio de Janeiro durante a década de 1960. Os textos foram igualmente discutidos no Colóquio de mesmo nome, realizado nos dias 4 e 5 de maio de 2017.

O segundo dossiê, organizado por Patrícia Teixeira Santos e Sandra Rita Molina “Missões Cristãs e Sociedade entre a África e o Brasil: os diálogos com os arquivos” é focado na análise de um fenômeno religioso e cultural presente nos espaços coloniais brasileiro e de grande parte dos países africanos, as missões cristãs. Ele é composto por textos sobre as crenças e as práticas religiosas nas comunidades quilombolas do noroeste do Pará, sobre as missões no Alto Amazonas nos séculos XVII e XVIII, sobre as missões de caráter metodista e a influência de sua educação na África do Sul entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX, sobre uma experiência contemporânea — em Uganda — da novíssima igreja evangélica Metropolitan Community Church, além de uma entrevista com Alexandra Aparício, diretora do Arquivo Nacional de Angola que mostra os grandes
esforços desse país para disponibilizar para a público a sua documentação desde o período colonial, além de apresentar a importância da oralidade e da existência de instituições de guarda desses documentos não escritos.

Já nossos artigos livres abordam temas específicos sobre o Rio de Janeiro. O primeiro deles contempla as novas formas de financiamento dos desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, no caso
especialmente a Beija-Flor de Nilópolis, escrito por Luiz Anselmo Bezerra. O segundo aprecia a questão geográfica e histórica de um dos clubes boêmios mais antigos da capital fluminense, o Clube dos Democráticos, fundado
em 1867, e que resiste aos inúmeros novos espaços da Lapa carioca, artigo de Stephanie Regina Oliveira da Silva. Em nosso último texto, escrito por Agnes Alencar, a autora retoma uma das primeiras batalhas realizadas na Baía de Guanabara, a Guerra dos Tamoios (1560), através do cruzamento de documentos de época com relatos posteriormente produzidos nos séculos XIX e XX.

A resenha é do livro de Miriam Paula Manini e Cynthia Roncaglio, denominado “Arquivologia e Cinema — um olhar arquivístico sobre narrativas fílmicas “e publicado pela editora da Universidade de Brasília, em 2016. Nela,
Antonio Laurindo nos mostra como as autoras discutem o uso do cinema como instrumento didático-pedagógico no ensino superior de Arquivologia.

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