O papel da imprensa na manutenção do tráfico escravista

Publicado em 15 de janeiro de 2017 por - dicas

José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP – Em 7 de novembro de 1831, no primeiro ano do período regencial, a Assembleia Geral decretou e a Regência sancionou uma lei proibindo o tráfico de escravos africanos para o Brasil. A lei, bastante explícita em seu texto, declarava livres todos os escravos vindos de fora do Império e impunha penas bastante duras àqueles que os haviam importado. A interpretação corrente na historiografia é a de que essa lei, precedida por um tratado com a Inglaterra que impunha prazo final para o tráfico, foi feita “para inglês ver”, isto é, para acalmar a pressão externa e deixar internamente tudo na mesma.

Tal ponto de vista foi contestado pelo livro Imprensa e escravidão: política e tráfico negreiro no Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1822-1850), de Alain El Youssef, publicado com o apoio da FAPESP.

Confira a reportagem completa da Agência Fapesp:

O papel da imprensa na manutenção do tráfico escravista

 

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Atuando fortemente no parlamento e nos principais jornais, os conservadores criaram um consenso que possibilitou que, embora ilegal, a importação de escravos perdurasse no Brasil por 15 anos

 

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