Novelas de época e verossimilhança

Publicado em 5 de agosto de 2016 por - artigos

              A novela “Liberdade, Liberdade” da Rede Globo, que terminou ontem, apresentou uma trama que se desenrolava no início do século XIX, em Minas Gerais. A história foi adaptada livremente do livro “Joaquina, filha do Tiradentes” (1987), de Maria José de Queiroz. Como na maioria das produções desse tipo, o drama não escapou alguns anacronismos e imprecisões históricas. Dei uma rápida entrevista à UOL sobre o assunto. Confira:

Márcia Pinna Raspanti

             Protagonista de “Liberdade, Liberdade”, que termina nesta quinta (4), Joaquina (Andreia Horta) chamou a atenção do público por ser uma mulher “à frente de seu tempo”, como descreveu o autor da novela, Mario Teixeira, antes da estreia na Globo. Como uma “justiceira”, a filha de Tiradentes defendeu minorias, direitos humanos e justiça social, além de ser alfabetizada e leitora de obras iluministas, raridade entre as mulheres no Brasil no início do século 19.

            Para historiadores, entretanto, Joaquina avançou demais. Mestre em História Social pela USP (Universidade de São Paulo) e especialista em Brasil Colônia, Márcia Pinna Raspanti explica que o discurso da filha do alferes transformado em mártir é inverossímil com o período e a sociedade da época, mesma opinião de outros dois historiadores procurados pelo UOL que não quiseram dar entrevista.

 Leia a reportagem completa na UOL:

Heroína de “Liberdade, liberdade” é inverossímil

joaquina

Imagem: Divulgação.

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