MUSEU: ESPAÇO DE CONHECIMENTO E LAZER

Publicado em 22 de janeiro de 2016 por - História

Por Natania Nogueira.

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Imagem disponível em: http://www.riosemprepresente.com.br/projetos/museu-do-amanha/, acesso em 29 de dez. 2015.

Segundo o International Council of Museums (Conselho Internacional de Museus – ICOM), o museu é “uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade”.

De acordo com a  Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, que instituiu o Estatuto de Museus:

“Consideram-se museus, para os efeitos desta Lei, as instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento”.

Se nos primórdios da civilização ocidental, o museu era concebido como uma “casa do passado”, uma espécie de antiquário, hoje ele deve ser pensando como uma porta para o futuro.  A História se constrói a casa dia, a cada instante, e o conhecimento histórico oferece elementos para que o cidadão possa enxergar melhor a realidade em que vive e alimentar expectativas para o futuro. Um museu, independentemente do acervo que possui, nos oferece conhecimentos para tentar vislumbrar o futuro. Todo patrimônio cultural pode ser reinterpretado e ganhar novos significados, construindo-se novos sentidos a partir das demandas da comunidade.

Todo museu tem uma função social que envolve a promoção de atividades onde a comunidade possa aprender a valorizar sua identidade e a preservar seu patrimônio cultural. Ele deve ajudar a colocá-la em contato com sua história para que ela possa se identificar com o lugar onde vive. Os museus são instrumentos importantes para o fomento do sentimento de pertencimento, parte da nossa formação cidadã.

Museus são espaços de memória, e a memória não deve ser encarada como algo passado, mas sim como um elemento fundamental para a afirmação da identidade de uma sociedade que está constantemente em construção. Museus são espaços de aprendizado. Não uma repetição do que se ensina na sala de aula, mas um espaço de construção de ideias onde tudo é lido e interpretado das mais diversas formas, por incontáveis vezes.

Dos grandes e famosos museus, sediados em ricos palácios, aos museus simples, que muitas vezes possuem apenas um ou dois cômodos de uma construção rústica. O valor de um museu não está necessariamente restrito a monumentalidade da sua arquitetura ou ao valor monetário do seu acervo, mas ao significado que ele tem para a comunidade que ele tem para a comunidade que atende. O museu está longe de ser um espaço estático, pelo contrário, ele é dinâmico.

Há muitos tipos de museu, dedicados às mais diversas temáticas. Há os museus de arte, museus de ciências; temos museus mais específicos, dedicados à fotografia, ao cinema; temos ainda os museus biográficos e os museus dedicados à memória empresarial. Os acervos de cada um deles possui um papel específico e atende a uma demanda social.

Não podemos esquecer, ainda, dos museus virtuais, que permitem, via internet, a oportunidade de se conhecer um acervo museológico sem sair de casa ou da escola. Eles representam a possibilidade de aproximação da comunidade com a questão patrimonial e de divulgação de ações ligadas à museologia e à preservação. Ele não substitui o museu como espaço físico e interativo, mas ajuda a despertar o interesse e a curiosidade, sendo uma forma de incentivo para que as pessoas queiram conhecer mais museus.

E a tecnologia tem estado cada vez mais presente, principalmente nos grandes museus, tornando suas exposições ainda mais interativas mostrando que os museus estão cada vez mais integrados ao futuro do muita gente pode imaginar. Todo museu, claro, tem esse potencial, mas aos olhos dos visitantes, os museus destinados às ciências e à tecnologia parecem enfatizar ainda mais este aspecto. Um exemplo disso é o Museu do Amanhã.

Os museus são espaços dinâmicos, em constante construção, onde podemos sempre renovar nosso conhecimento sobre o passado, com o olhar no futuro. Finalizando, é bom lembrar que visitar um museu pode ser uma atividade cultural prazerosa, independentemente da idade. Infelizmente, o brasileiro ainda não possuí este hábito, embora de alguns anos para cá a frequência aos museus tenha crescido. Vamos fazer um exercício autovalorização: vamos visitar museus. Chame seus amigos, seus filhos, sobrinhos ou vá sozinho(a). Descubra algo de novo em um museu e compartilhe conosco!

 

SUGESTÕES DE LEITURA:

CÂNDIDO, Manuelina Maria Duarte A função social dos museus. Disponível em: http://zip.net/btsDnk, acesso em 29 dez. 2015.

MUCHACHO, Rute. O Museu Virtual: as novas tecnologias e a reinvenção do espaço museológico. Disponível em: http://zip.net/bmsC3X, acesso em 30 dez. 2015.

TIZIANO, Mamede Chiarotti. Museu Histórico: breve contextualização e função social (2010). Disponível em: http://zip.net/bmsCQd, acesso em 29 dez. 2015.

SOTO, Moana. Os Museus e a Sociedade em Rede. Disponível em http://zip.net/bbsCFG, acesso em 29 dez. 2015.

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Museu Imperial.

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