Fracasso Diplomático

Publicado em 21 de outubro de 2013 por - Independência do Brasil

O processo de independência não se encerra com o “grito” de 7 de setembro. Houve guerras com as tropas portuguesas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a ruptura. As negociações com a antiga metrópole foram intermediadas pela Inglaterra, que tinha interesses comerciais no país recém-criado (manter as taxas aduaneiras dos tratados de 1810). Em agosto de 1825, foi fechado o acordo de reconhecimento da independência, que só beneficiava Portugal e os ingleses. O Brasil pagaria 2 milhões de libras esterlinas como indenização e manteria D. João VI como imperador “titular”, comprometendo-se ainda a não se unir às colônias portuguesas na África. Para Amado Luiz Cervo, este foi o primeiro fracasso formal da diplomacia brasileira: sem precisar, – afinal Portugal estava em péssimas condições econômicas e enfraquecido politicamente – a nova nação cedeu a todas as exigências lusitanas, endividando-se para poder pagar uma indenização exorbitante. SAIBA MAIS: BUENO, Clodoaldo e CERVO, Amado L. “História da Política Exterior do Brasil”. Ed. UNB, 1992.

joaodebret003 D. João e D. Pedro I: imperadores da nova nação

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4 Comentários

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  2. Lembro-me de haver lido em “Era do Capital – 1848-1878)”, de Hobsbawn, que a independência do Brasil foi pacífica. Talvez o autor levou em conta o fato de que o sangue aqui derramado não se equiparou em volume ao da guerra de independência dos Estados Unidos ou ao de qualquer outro processo de independência ou simplesmente menosprezou a nossa história.

    Através dos livros 1808 e 1822, de Laurentino Gomes (percebi, aliás, que não são bem recebidos pela academia de História, por serem livros-reportagem em vez de obras realmente historiográficas) pude me informar sobre os conflitos que ocorreram na Bahia, no Piauí (Batalha do Jenipapo), além daqueles próprios do Rio de Janeiro.

    Importante também saber que diplomaticamente o Brasil estava a mercê da Inglaterra e mesmo de Portugal.

    Considerem-me, pois, leitor assíduo do blog.

  3. Edir Gomes de Azevedo disse:

    Muito boa a iniciativa do blog, gostei bastante deste texto à respeito do “fracasso diplomático”. Trago a memória, que quem ficou por aqui, foi o jovem D. Pedro, filho de Portugal, portanto é de se entender que o o Brasil recém independente, cedesse às imposições da antiga metrópole. Meio complexo nossa independência de Portugal ser feita por um português. Obrigado por este espaço. Amo história do Brasil e muito feliz por acompanhar o trabalho de Mary Del Priore.

    • marcia disse:

      Oi, Edir. A questão era realmente muito complexa, os antigos laços não foram totalmente rompidos. Outro fator muito importante eram os interesses da Inglaterra, que levaram os ingleses a impor uma série de exigências ao Brasil. Foi um tratado muito positivo para Portugal, já que os lusitanos, sem a ajuda inglesa, não estariam em condições de exigir muita coisa. Ficamos muito gratas pelos seus comentários, continue nos acompanhando.

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