Feitiços e bruxarias nos tempos coloniais

Publicado em 28 de novembro de 2013 por - História do Brasil

A magia fazia parte do cotidiano das sociedades europeias medievais. Na Idade Moderna, com caça às bruxas, este tipo de fenômeno começou a ser encarado de forma diferente, quase sempre associado ao mal e ao demônio. E no Brasil Colônia, como se configurava a feitiçaria e a magia? Mescladas ao imaginário europeu, tivemos ainda influências das culturas africanas e indígenas, formando um sincretismo religioso que encarava de maneira particular tais aspectos da vida dos colonos. As visitações do Santo Ofício registraram muitos casos interessantes e surpreendentes.

É interessante observar que não existe referência aos “sabbats”, fenômeno recorrente nas narrativas sobre bruxaria na Europa; nem a possessões coletivas (como o que ocorreu em Salém, nos Estados Unidos). Há relatos de metamorfoses, invocações do demônio, demônios “familiares” e pactos – além de visões e sonhos. Veremos aqui no blog cada um dos fenômenos separadamente. 

De acordo com Laura de Mello e Souza, em “O Diabo e a Terra de Santa Cruz”, a tensão inerente à sociedade escravista colonial brasileira, refletia-se nas manifestações de feitiçaria da população. “Através delas, buscava-se ora preservar a integridade física, ora provocar malefícios em eventuais inimigos. Tinham portanto função dupla: ofensiva, visando agredir; defensiva, visando preservar, conservar”.  

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Representação dos medos que assombravam os homens, do pintor espanhol,  Goya.

 

 

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3 Comentários

  1. Glaucia Maia disse:

    Prezados (as),
    Bom saber que a discussão está em jogo ´por aqui também. Estou finalizando minha dissertação sobre feitiçaria de negros e mulatos no Grão-Pará e espero participar e contribuir com vcs nesse debate.
    Abs!
    Glaucia Maia.

  2. Karine disse:

    Eu acho esse tema sobre feitiços e bruxarias extremamente interessante!

  3. leila disse:

    é muito comum também, e isso eu pude constatar fazendo estudos de casos, que algumas denuncias de feitiçaria não se tornavam processos e aqueles que chegavam a ser processados acabavam por responder por presunção a feitiçaria ou ao pacto e até mesmo por sacrilégio e isso fez com que as penas aplicadas fossem mais “brandas” se comparadas as aplicadas na Europa, principalmente qdo os acusados eram indios, negros ou mestiços pois recaia sobre eles a prerrogativa de não conhecerem de fato as sagradas escrituras

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