Eu me lavo, tu te cobres, nós sujamos

Publicado em 4 de julho de 2016 por - artigos

Em nova obra, Mary del Priore conta os hábitos do povo brasileiro nos tempos coloniais

              Comer com as mãos, arrotar, defecar ou urinar publicamente são hábitos banidos de nosso convívio. Porém, as práticas em torno das necessidades fisiológicas, assim como o uso da água e da indumentária, percorreram uma longa estrada antes de serem adestradas. E a educação do corpo teve que se dobrar às fórmulas de contenção, contrariando o desejo e os apelos da “natureza”. “Lavado”? Significava “limpo com água ou outro licor”! A palavra “higiene”, por exemplo, não constava nos dicionários do século 19, momento em que muitos viajantes estrangeiros passaram por aqui. Nem por isso o tema lhes passou despercebido. Casas? Essas eram “repugnantemente sujas”, segundo a inglesa Maria Graham. Ainda piores eram as cozinhas, fossem de pobres ou de ricos: “Um compartimento imundo, com chão lamacento, desnivelado, cheio de poças d’água, onde em lugares diversos armam fogões, formados por três pedras redondas onde pousam as panelas de barro em que cozinham as carnes”, horrorizou-se John Mawe.

Confira o artigo completo na revista Aventuras na História:

Eu me lavo, tu te cobres, nós sujamos

higiene

Não havia pudor em se aliviar em público | Crédito: Debret

Mary del Priore, em Histórias da Gente Brasileira – Vol. 1 – Colônia, Editora Leya, 432 págs.

 

 

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