Escravidão: modos de libertação e sobrevivência

Publicado em 21 de março de 2017 por - artigos

Mulheres escravas usavam estratégias para conseguir comprar a alforria e trabalhar como libertas

Negar-se a trabalhar, responder para seus senhores e provocar pequenos prejuízos tornaram-se estratagemas de mulheres negras escravizadas para desvalorizar o próprio preço. Valia até pedir proteção a famílias inimigas dos senhores a quem serviam para conseguir a alforria. A Abolição só ocorreu em 1888, mas, após o estabelecimento da Lei do Ventre Livre, em 1871, escravos passaram a ter o direito de comprar a liberdade. Juntar dinheiro para esse fim exigia sacrifícios além da escravidão, como trabalhar durante as raras folgas, além de negociar a parte da remuneração que seria destinada aos seus proprietários. Ao usar essa estratégia, as mulheres eram mais bem-sucedidas do que os homens, principalmente por causa da demanda por serviços domésticos. Uma vez livres, tinham de vencer outros obstáculos tão difíceis quanto os anteriores: arrumar trabalho para conseguir sobreviver, cuidar sozinhas dos filhos e se inserir na sociedade local.

Confira a reportagem completa na Revista Pesquisa Fapesp:

Modos de libertação e sobrevivência

 

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Quituteiras no Rio de Janeiro, em 1875: mulheres tinham mais opções de trabalho do que os homens.

Imagem: Marc Ferrez/IMS.

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1 Comentário

  1. Lygia disse:

    Gostaria que você abordasse o retorno dos escravos a África, no século 19. Há registro destes retornos em quatro países e há locais chamados de colonias brasileiras, em paises onde se fala inglês ou frances.
    Grata.

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