Do chão de fábrica ao plenário: pesquisadoras resgatam a história de luta dos movimentos feministas brasileiros

Publicado em 9 de julho de 2017 por - artigos

       Nos últimos 100 anos a luta feminista por direitos da mulher e igualdade provocou impacto no cenário político brasileiro. De operárias grevistas em 1917 aos atuais grupos de pressão política, as mulheres tiveram de lutar muito para que algumas de suas demandas fossem atendidas. Pesquisas recentes aprofundaram a compreensão de diferentes momentos dessa história. Parte desses trabalhos está no livro 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile (Edusp, 2017), fruto do projeto coordenado pelas sociólogas Eva Blay, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), e Lúcia Avelar, do Centro de Estudos de Opinião Pública da Universidade Estadual de Campinas (Cesop-Unicamp). O livro ajuda a compreender o papel central das organizações feministas na conquista da proteção jurídica e social das mulheres. Para ficar apenas no campo da vida privada, houve vitórias fundamentais, como a eliminação do pátrio poder e a criminalização da violência doméstica e do assédio sexual.

Apesar dos avanços, as mulheres brasileiras ainda são sub-representadas politicamente. O Brasil é o 154º colocado num ranking de 190 países organizado pela organização Inter-Parliamentary Union sobre a presença feminina nos parlamentos. Apenas uma em cada 10 cadeiras da Câmara dos Deputados, com 513 representantes, é ocupada por mulheres. No Senado, essa presença é de 14% dos 81 eleitos. Nesse quesito, o país está atrás até mesmo da Arábia Saudita, com todo o seu histórico de cerceamento de direitos e liberdades femininas. Segundo Lúcia Avelar, as organizações feministas brasileiras funcionam como uma espécie de representação extraparlamentar das mulheres, com atuação articulada à pequena, mas atuante bancada feminina.

Confira a reportagem completa na revista Pesquisa Fapesp:

Do chão de fábrica ao plenário

Lúcia Avelar, do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp e uma das organizadoras do livro 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile, fala sobre como as organizações feministas contribuíram para o avanço de direitos das mulheres em diferentes momentos da história.

 

Bertha Lutz

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