Dia do Fico: entre dois fogos

Publicado em 9 de janeiro de 2014 por - Independência do Brasil

A decisão de D. Pedro de permanecer no Brasil foi precedida de muita tensão e incertezas. Vejamos como Mary del Priore, em “A Carne e o Sangue” descreve o processo que resultou no Dia do Fico, data que seria um passo fundamental em direção à independência do Brasil: 

“Na verdade, o regente estava entre dois fogos: obedecer a D. João, dominado pelas cortes e obrigado a impor sanções ao Brasil, ou reagir, manifestando o desejo de independência.(…)

O segundo semestre de 1821 foi tenso. Pouco antes do seu aniversário (de D. Pedro), 12 de outubro, panfletos invadiram a cidade informando que, na data, ele seria proclamado imperador. Mas ao passo à frente correspondia sempre um para trás. E ele escrevia a D. João jurando-lhe fidelidade e obediência, assinando com sangue ou tinta vermelha. Nas cortes lisboetas, as pessoas riam de tais juramentos.

No início de dezembro, chegou o empurrão que faltava para o arranjo dos que não queriam a partida do regente. Um decreto ordenava a sua volta a Portugal. Folhetos não tardaram a chover. Acusavam a resolução das cortes de “ilegal, injuriosa e apolítica”. Incentivavam os brasileiros a pedir a D. Pedro que garantisse a representação de que o país já gozava. No mesmo dia, foi encaminhada uma representação pedindo-lhe que não partisse. (….)

No início de 1822, Leopoldina começou a espalhar a notícia na corte austríaca: ficavam (no Brasil). A decisão tinha sido tomada no dia 9 de janeiro. A data ficou conhecida como Dia do Fico”.

SETEMBRO 3

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