Dez segredos de beleza de antigamente: os ingredientes são surpreendentes

Publicado em 5 de julho de 2016 por - artigos

Que sacrifícios as mulheres já fizeram (e ainda fazem) pela beleza?

            Desde o século XVI, circulavam pela Europa livros de receitas e segredos de beleza. Essas dicas, até hoje tão populares nas revistas e sites voltados para o público feminino, já faziam sucesso entre nossos antepassados. No Brasil Colônia, não era diferente. Mesmo em meio à pobreza e à falta de produtos mais sofisticados, a mulheres se esforçavam para estar dentro dos padrões de beleza da época. Os ingredientes para essas receitinhas, entretanto, nos parecem hoje um tanto exóticos – alguns até repugnantes.  É bom lembrar que tais matérias-primas só eram aplicadas após passarem por complicadas preparações, misturas e cozimentos. E então, vale tudo pela beleza?

Conheça alguns desses segredos, passados de mãe para filha:

 

  • o sulfato de arsênico, apesar de ser tóxico, era considerado eficaz como depilatório.
  • leite de cabra e  gordura de cavalo eram usados para que os cabelos ficassem sedosos.
  • pele e a gordura de cobra, prometiam fazer a pele feminina ficar nova.
  • pérolas esfregadas aos dentes, garantiriam brilho e brancura. Assim como a pedra pome, dormida no vinho branco e transformada em pó.
  • pau-brasil ou cochinilha, e mais raramente de cinabre, misturados com gordura de porco ou cera, eram ingredientes do rouge,  que, em forma líquida ou de unguento, tingia bocas e bochechas. O rouge tinha que ser aplicado quente.
  • para se obter os enormes penteados da moda, como o “tapa-missa” e o “trepa-moleque”, usava-se farinha e muitos pentes, além perucas, inclusive as feitas com cabelos de moças defuntas.
  • para clarear e perfumar os cabelos, o mais indicado era o amido, ou ossos secos e raspas de madeiras transformados em pó.
  • o “leite de mulher parida” era considerado eficiente para a queda de cabelo, sinais e cicatrizes, erisipela, icterícia e  “cancro”.
  • os excrementos de animais, mais conhecidos como “flores brancas”, foram largamente utilizados para clarear e cicatrizar sinais na pele. Excrementos, diga-se, que podiam ser tanto de sofisticado crocodilo africano quanto de um cachorro doméstico.
  • a urina era vista como um poderoso cicatrizante, portanto, uma aliada na busca de uma pele perfeita.

Texto de Márcia Pinna Raspanti.

*Referência bibliográfica: “Corpo a Corpo com a Mulher”, de Mary del Priore. Editora Senac, 2000.  

 

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“Mulher ao espelho”, de Ticiano.

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