Arte e militância durante a ditadura e hoje

Publicado em 25 de agosto de 2015 por - História do Brasil

Debate Cedem/Unesp: 26/08/15 – quarta-feira às 18h30

O Cedem, Centro de Documentação e Memória da Unesp, promoverá, no dia 26 de agosto de 2015 –  quarta-feira às 18h30, o debate: Arte e militância durante a ditadura e hoje. Serão abordados dois eixos temáticos: o engajamento social da Cia Antropofágica de Teatro e a vida e obra do artista plástico e militante político Antonio Benetazzo (1941-1972).
Companhia Antropofágica é um coletivo teatral formado por trabalhadores da cultura, surgido em 2002, com a preocupação de um estudo crítico e poético do Brasil. Realiza ações pedagógicas nas oficinas que acontecem em diversos locais da cidade. A atuação estético política nestes 13 anos se inscreve na disputa simbólica presente nas peças de repertório, bem como junto aos movimentos da categoria, e no comprometimento com os movimentos sociais e setores organizados da classe trabalhadora.Antonio Benetazzo nasceu na Itália em 1941 e sua família se mudou para o Brasil em 1950. Em 1962 ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Cursando Arquitetura na FAU-USP e também Filosofia (Filo-USP), foi  presidente do Centro Acadêmico desta última. Atuou nos movimentos promovidos pelo Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE. Em 1967, participou dos debates que contestavam a linha oficial do PCB e constituiu, junto com vários dos seus companheiros a Dissidência Estudantil do PCB em SP – DI-SP.  Benetazzo foi professor de História da Arte, desenvolveu trabalhos de cenografia e atuou como ator. Além da política, passou a se dedicar à  pintgura e fotografia. Em 1969, juntamente com parte de seus companheiros da DI-SP, participa da fundação da Ação Libertadora Nacional (ALN). Em meados do mesmo ano abandona a universidade e instituições de ensino que lecionava e viaja clandestinamente para Cuba, onde realizou treinamento de guerrilha com outros militantes da ALN. Volta ao Brasil na clandestinidade nos últimos meses de 1971 e, em decorrência de sua atuação na luta armada, foi capturado por agentes da ditadura (DOI-Codi de São Paulo) no dia 28 de outubro de 1972. Seu brutal assassinato ocorreu dois dias depois, em 30 de outubro, e foi enterrado como indigente no Cemitério de Perus, local onde o regime militar desovou inúmeros corpos de militantes que assassinou.Expositores Alipio Freire – jornalista, escritor, artista plástico e cineasta, foi militante da Ala Vermelha (dissidência do PC do B), que participou do enfrentamento armado da ditadura. Foi preso aos 23 anos (1969) pela Operação Bandeirantes (Oban), sendo levado em seguida para o Dops-SP. Após três meses de interrogatórios sob torturas (como era a regra), foi transferido para o Presídio Tiradentes. Depois de cinco anos, tendo passado pelo Carandiru e Penitenciária do Estado, foi solto em outubro de 1974. Após a prisão, retomou o jornalismo e sua militância. Anistiado pelo Ministério da Justiça em 2005, é autor do livro “Estação Paraíso”, e coordenou com Izaías Almada e José Adolfo de Granville-Ponce o livro “Tiradentes – Um presídio da ditadura”. Entre outros trabalhos na área de cinema, em 2012 lançou o documentário “1964 – Um golpe contra o Brasil”.

Reinaldo Cardenuto – cursou jornalismo (PUC-SP), graduação em Ciências Sociais, mestrado em Ciências da Comunicação e doutorado em Meios e Processos Audiovisuais, todos pela USP. Atualmente é professor de História do Cinema Brasileiro na FAAP, atuando principalmente nos seguintes temas: Leon Hirszman, “Eles não usam black-tie” de Gianfrancesco Guarnieri, Cinema Novo, ABC da greve e novo sindicalismo.

Thiago Reis Vasconcelos – integrante da Companhia Antropofágica.

Mediação

 

Reynúncio Napoleão de Lima – professor adjunto aposentado do Departamento de Artes Cênicas, Educação e Fundamentos da Comunicação do Instituo de Artes da Unesp.

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

Inscrições gratuitas – enviar nome completo, e-mail e instituição para:

Sandra Santos (organização e produção), e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 26/08/15, 4ª feira às 18h30
Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé)

Duração: 2h30 – 60 lugares 

Certificado de participação: a ser retirado no evento

www.facebook.com/cedemunesp –  www.cedem.unesp.br – (11) 3116–1701

 

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