A sagrada família e a terra do pecado

Publicado em 25 de setembro de 2015 por - História do Brasil

Ontem, após muita controvérsia, a comissão especial que discute o Estatuto da Família na Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do projeto, que define família como a união entre homem e mulher. Mas esse modelo “tradicional” nunca abarcou a diversidade de famílias que se formaram no Brasil, desde o início da colonização.

Os europeus trouxeram para o Novo Mundo uma maneira particular de organizar a família. Esse modelo, constituído por pai e mãe “casados perante a Igreja”, correspondia aos ideais definidos pela Igreja católica no Concílio de Trento, que teve lugar na Itália em 1545. Esse Concílio realizou um trabalho muito importante: deu uma direção a todos os esforços que desaguaram na Reforma católica através da redação de um missal romano, da formação e insistência no celibato de padres, do culto à Virgem Maria e aos santos, da imposição de regras para a vida dos católicos. A família, segundo definiu o Concílio, deveria servir como instrumento na luta contra a Reforma protestante e a difusão do catolicismo no Novo Mundo. Apenas dentro deste tipo de família – a sacramentada pelo sagrado matrimônio – seria possível educar cristãmente os filhos, movimentando uma correia de transmissão pela qual passariam, de geração em geração, as normas e os valores da Igreja católica. As regras matrimoniais e familiares, deveriam servir para difundir o catolicismo, inclusive fortalecendo-o na luta contra o protestantismo e outras religiões dissidentes do catolicismo no século XVI. A Igreja católica procurava assim universalizar suas normas para o casamento e a família.

Mas será que o europeu conseguiu impor esse tipo de família ao Novo Mundo? Parece que não. Homens casados em Portugal se uniam a outras mulheres na Colônia, mulheres criavam seus filhos sozinhas, homens tinham várias uniões, poucos se casavam na Igreja e os filhos bastardos eram comuns. A seguir, uma carta do padre Manuel da Nóbrega, que mostra o esforço da Igreja em normatizar as relações no Brasil colonial, desde a sua chegada:

Bahia, 9 de agosto de 1549

Ao padre mestre Simão,

A graça e amor de Nosso Senhor Jesus Cristo seja sempre em nosso favor. Amém.

Pela primeira via escrevi a vossa reverendíssima e aos irmãos largo, e agora tornarei a repetir algumas coisas, ao menos em soma, porque o portador desta, como testemunha de vista, me escusa­rá de me alargar muito, e algumas coisas mais se poderão ver pela carta que escrevo ao doutor Navarro.

Nesta terra há um grande pecado, que é terem os homens quase todos suas negras por mancebas, e outras livres que pedem aos negros por mulheres, segundo o costume da terra, que é terem mui­tas mulheres. E estas, deixam-nas quando lhes apraz, o que é gran­de escândalo para a nova igreja que o Senhor quer fundar. Todos se me escusam que não têm mulheres com que casem, e conheço eu que casariam se achassem com quem; em tanto que uma mulher, ama de um homem casado que veio nesta armada, pelejavam sobre ela a quem a haveria por mulher, e uma escrava do governador lhe pediam por mulher e diziam que lha queriam forrar. Parece-me coisa muito conveniente mandar sua alteza algumas mulheres que lá têm pouco remédio de casamento a estas partes, ainda que fossem erradas, porque casarão todas muito bem, contanto que não sejam tais que de todo tenham perdido a vergonha a Deus e ao mundo. E digo que todas casarão muito bem, porque é terra muito grossa e larga, e uma planta que se faz dura dez anos aquela novidade, porque, assim como vão apanhando as raízes, plantam logo ramos, e logo arrebentam. De maneira que logo as mulheres terão remédio de vida, e estes homens remediariam suas almas, e facilmente se povoaria a terra.

E estes amancebados tenho mostrado, por vezes, assim em pre­gações em geral, como em particular, e uns se casam com algumas mulheres se se acham; outros com as mesmas negras, e outros pe­dem tempo para venderem as negras, ou se casarem. De maneira que todos, glória ao Senhor, se põem em algum bom meio: somente um que veio nesta armada, o qual como chegou logo tomou uma índia gentia pedindo-a a seu pai, fazendo-a cristã, porque este é o costume dos portugueses desta terra, e cuidam nistoobsequium se praestare Deo,[1] porque dizem não ser pecado tão grande, não olhando a grande irreverência que se faz ao sacramento do batismo, e este amancebado, não dando por muitas admoestações que lhe tinha feito, se pôs a permanecer com ela, o qual eu mostrei no púlpito; que dentro daquela semana a deitasse fora, sob pena de lhe proibir o ingresso da igreja; o que fiz por ser pecado muito notório e escandaloso, e ele pessoa de quem se esperava outra coisa e muitos tomavam ocasião de tomarem outras. O que tudo Nosso Senhor re­mediou com isto que lhe fiz, porque logo a deitou de casa, e os outros que o tinham imitado no mal o imitaram também nisto, que bota­ram também as suas, antes que mais se soubesse, e agora ficou gran­de meu amigo. Agora ninguém de que se presuma mal merca estas escravas. Neste ofício me meti em ausência do vigário-geral, parecendo-me que em coisas de tanta necessidade, Nosso Senhor me dava cuidados destas ovelhas.

Alguns blasfemadores públicos do nome do Senhor havia, os quais admoestamos por vezes nos sermões, lendo-lhes as penas do direito, e admoestando ao ouvidor-geral[2] que atentasse por isso. Glória ao Senhor, vai-se já perdendo este mau costume e, se acontece cair alguém pelo mau costume, vem-se a mim pedir-me penitência. Nestes termos está esta gente. Agora temo que, vindo o vigário-geral que já é chegado a uma povoação aqui perto, se ou­sem a alargar mais. Eu ladrarei quanto puder.

Escrevi a vossa reverendíssima acerca dos saltos que se fazem nesta terra, e de maravilha se acha cá escravo que não fosse toma­do de salto, e é desta maneira que fazem pazes com os negros para lhes trazerem a vender o que têm e por engano enchem os navios deles e fogem com eles; e alguns dizem que o podem fazer por os ne­gros terem já feito mal aos cristãos. O que posto que seja as­sim, foi depois de terem muitos escândalos recebidos de nós. De maravilha se achará cá na terra, onde os cristãos não fossem cau­sa da guerra e dissensão, e tanto que nesta Bahia, que é tido por um gentio dos piores de todos, se levantou a guerra por os cristãos, porque um padre, por lhe um principal destes negros não dar o que lhe pedia, lhe lançou a morte, no que tanto imaginou que mor­reu, e mandou aos filhos que o vingassem.

De maneira que os primeiros escândalos são por causa dos cristãos, e certo que, deixando os maus costumes que eram de seus avós, em muitas coisas fazem vantagem aos cristãos, porque melhor moralmente vivem, e guardam melhor a lei da natureza. Al­guns destes escravos me parece que seria bom juntá-los e torná-los à sua terra e ficar lá um dos nossos para os ensinar, porque por aqui se ordenaria grande entrada com todo este gentio.

Entre outros saltos que nesta costa são feitos, um se fez há dois anos muito cruel, que foi irem uns navios a um gentio, que cha­mam os Carijós, que estão além de São Vicente, o qual todos dizem que é o melhor gentio desta costa, e mais aparelhado para se fazer fruto; ele somente tem duzentas léguas de terra: entre eles estavam convertidos e batizados muitos. Morreu um destes clérigos, e ficou o outro e prosseguiu o fruto: foram ali ter estes navios que digo, e tomaram o padre dentro em um dos navios com outros que com ele vinham e levantaram as velas; os outros que ficaram em terra vieram em paus a bordo do navio, que levassem embora os negros e que deixassem o seu padre, e por não quere­rem os dos navios, tornaram a dizer que, pois levavam o seu pa­dre, que levassem também a eles, e logo os recolheram e os trouxeram, e o padre puseram em terra, e os negros desembarcaram em uma capitania, para venderem alguns deles, e todos se acolheram à igreja, dizendo que eram cristãos, e que sabiam as orações e ajudar a missa, pedindo misericórdia.

Não lhes valeu, mas foram tirados e vendidos pelas capitanias desta costa. Agora me dizem que é lá ido o padre a fazer quei­xume; dele poderá saber mais largo o que passa. Agora temos assentado com o governador que nos mande dar estes negros, para os tornarmos à sua terra, e ficar lá Leonardo Nunes para os en­sinar.

Desejo muito que sua alteza encomendasse isto muito ao go­vernador, digo, que mandasse provisão para que entregasse todos os escravos salteados para os tornarmos à sua terra, e que por parte da justiça se saiba e se tire a limpo, posto que não haja parte, pois disto depende tanto a paz e conversão deste gentio. E vossa reverendíssima não seja avarento desses irmãos e mande muitos para socorrerem a tantas e tão grandes necessidades, que se perdem estas almas à míngua, petentes panem et non est qui frangat eis.[3] Lá bem abastam tantos religiosos e pregadores, muitos Moisés e profetas há lá.

Esta terra é nossa empresa, e o mais gentio do mundo. Não deixe lá vossa reverendíssima mais que uns poucos para aprender, os mais venham. Tudo lá é miséria quanto se faz: quando muito ganham-se cem almas, posto que corram todo o reino; cá é grande mancheia. Será coisa muito conveniente haver do papa ao menos os poderes que temos do núncio e outros maiores, e podermos levantar altar em qualquer parte, porque os do núncio não são perpétuos, e assim que nos cometa seus poderes acerca destes saltos, para po­dermos comutar algumas restituições e quietar consciências e ameaças que cada dia acontecem, e assim também que as leis positivas não obriguem ainda este gentio, até que vão aprendendo de nós por tempo, scilicet:[4]jejuar, confessar cada ano e outras coisas semelhantes; e assim também outras graças e indulgências, e a bulia do santíssimo sacramento para esta cidade da Bahia, e que se possa comunicar a todas as partes desta costa, e o mais que a vossa reverendíssima parecer.

É muito necessário cá um bispo para consagrar óleos para os batizados e doentes e também para confirmar os cristãos que se batizam, ou ao menos um vigário-geral para castigar e emen­dar grandes males, que assim no eclesiástico como no secular se cometem nesta costa, porque os seculares tomam exemplo dos sacerdotes, e o gentio, de todos; e tem-se cá que o vício da carne que não é pecado, como não é notavelmente grande e consente a heresia que se reprova na igreja de Deus. Quod est dolendum.[5] Os óleos que mandamos pedir nos mande, e vindo bispo, não seja dos que quærunt sua, sed quæ Jesu Christi.[6] Venha para trabalhar e não para ganhar.

Eu trabalhei por escolher um bom lugar para o nosso colégio dentro na cerca e somente achei um, que lá vai por mostra a sua alteza, o qual tem muitos inconvenientes, porque fica muito jun­to da Sé, e duas igrejas juntas não é bom, e é pequeno, porque onde se há de fazer a casa não tem mais que dez braças, posto que tenha ao comprido da costa quarenta, e não tem onde se possa fazer hor­ta, nem outra coisa, por ser tudo costa muito íngreme, e com muita sujeição da cidade. E portanto a todos nos parece melhor um teso que está logo além da cerca, para a parte de onde se há de estender a cidade, de maneira que antes de muitos anos podemos ficar no meio, ou pouco menos da gente, e está logo aí uma aldeia perto, onde nós começamos a batizar, na qual já temos nossa habita­ção.[7] Está sobre o mar, tem água ao redor do colégio, e den­tro dele tem muito lugar para hortas e pomares; é perto dos cristãos, assim velhos como novos. Somente me põe um inconveniente o governador: não ficar dentro na cidade e poder haver guerra com o gentio, o que me parece que não convence, porque os que hão de estar no colégio hão de ser filhos de todo este gentio, que nós não temos necessidade de casa, e posto que haja guerra, não lhes pode fazer mal; e quando agora nós andamos, lá dormimos e comemos, que é tempo de mais temor, e nos parece que estamos se­guros, quanto mais depois que a terra mais se povoar. Quanto mais que primeiro hão de fazer mal nos engenhos, que hão de es­tar entre eles e nós, e quando o mal for muito, tudo é recolher à cidade, mormente que eu creio que ainda que façam mal a todos que a nós nos guardarão, pela afeição que já nos começam a ter; e ainda havendo guerra, me pareceria a mim poder estar seguro entre eles neste começo, quanto mais depois. De maneira que cá todos somos de opinião que se faça ali, e vossa reverendíssima devia de trabalhar por lhe fazer dar logo princípio, pois disto resulta tanta glória ao Senhor e proveito a esta terra.

A mais custa é fazer a casa, por causa dos oficiais que hão de vir de lá, porque a mantença dos estudantes, ainda que sejam duzentos, é muito pouco, porque com o terem cinco escravos que plantem mantimentos e outros que pesquem com barcos e redes, com pouco se manterão; e para se vestir farão um algodão, que há cá muito. Os escravos são cá baratos, e os mesmos pais hão de ser cá seus escravos. É grande obra esta e de pouco custo; nos vindo agora o vigário nos passamos para lá, por causa dos convertidos, onde estaremos, Vicente Rodrigues, eu e um soldado que se meteu conosco para nos servir, e está agora em exercícios, de que eu estou muito contente. Faremos nossa igreja, onde ensinaremos os nossos novos cristãos; e aos domingos e festas visitarei a cidade e pregarei.

O padre Antonio Pires e o padre Navarro estarão em outras aldeias longe, onde já lhes fazem casas. E, portanto, é necessário vossa reverendíssima mandar oficiais, e hão de vir já com a paga, porque cá diz o governador, que, ainda que venha alvará de sua alteza para nos dar o necessário, que não o haverá aí para isto. Os oficiais que cá estão têm muito que fazer, e que o não tenham estão com grande saudade do reino, porque deixam lá suas mu­lheres e filhos, e não aceitarão a nossa obra, depois que cumpri­rem com sua alteza, e também o trabalho que têm com as vian­das e o mais os tira disso. Portanto me parece que haviam de vir de lá, e, se possível fosse, com suas mulheres e filhos, e alguns que façam taipas, e carpinteiros. Cá está um mestre para as obras, que é sobrinho de Luiz Dias, mestre das obras d’el-rei, o qual veio com 30$ de partido; este não é necessário, porque basta o tio para as obras de sua alteza, a este haviam de dar o cuidado de nosso colégio; é bom oficial.

Serão cá muito necessárias pessoas que teçam algodão, que cá há muito, e outros oficiais. Trabalhe vossa reverendíssima por virem a esta terra pessoas casadas, porque certo é mal empregada esta terra em degradados, que cá fazem muito mal, e já que cá viessem havia de ser para andarem aferrolhados nas obras de sua alteza. Também peça vossa reverendíssima algum petitório de roupa, para entretanto cobrirmos estes novos convertidos, ao menos uma camisa a cada mulher, pela honestidade da religião cristã, porque vêm todos a esta cidade à missa aos domingos e festas, que faz muita devoção e vêm rezando as orações que lhes ensinamos e não parece honesto estarem nuas entre os cristãos na igreja, e quando as ensinamos. E disto peço ao padre mestre João tome cuidado, por ele ser parte na conversão destes gentios, e não fi­que senhora nem pessoa a que não importune por causa tão santa, e a isto se haviam de aplicar todas as restituições que lá se hou­vessem de fazer, e isto agora somente no começo, que eles farão al­godão para se vestirem adiante.

Os irmãos todos estão de saúde, e fazem o ofício a que foram enviados: somente Antonio Pires se acha mal das pernas que lhe arrebentaram depois das maleitas que teve, e não acaba de ser bem são.

Leonardo Nunes mandei aos Ilhéus, uma povoação daqui per­to, onde dá muito exemplo de si e faz muito fruto, e todos se es­pantam de sua vida e doutrina; foi com ele Diogo Jácome, que fez muito fruto em ensinar os moços e escravos. Agora há pouco vieram aqui a consultar-me algumas dúvidas, e estiveram aqui por dia do Anjo,[8] onde batizamos muitos; tivemos missa canta­da com diácono e subdiácono; eu disse missa, e o padre Navarro, a Epístola, outro, o Evangelho. Leonardo Nunes e outro clérigo com leigos de boas vozes regiam o coro; fizemos procissão com grande música, a que respondiam as trombetas. Ficaram os ín­dios espantados de tal maneira, que depois pediam ao padre Na­varro que lhes cantasse como na procissão fazia. Outra procissão se fez dia de Corpus Christi, muito solene, em que jogou toda a artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve danças e invenções à maneira de Portugal. Agora é já partido Leo­nardo Nunes com Diogo Jácome, e lá me hão de esperar quando eu for com o ouvidor, que irá daqui a dois meses pouco mais ou menos. O padre Navarro fez muito fruto entre estes gentios, lá está toda a semana. Vicente Rodrigues tem cuidado de todos batizados. Antonio Pires e eu estamos o mais tempo na cidade para os cristãos, e não para mais que até chegar o vigário. Todos são bons e proveitosos, senão eu que nunca faço nada; e assaz devoção há, pois meu mau exemplo os não escandaliza.

Temos muita necessidade de batistérios, porque os que cá vie­ram não valiam nada e hão de ser romanos e bracharenses, porque os que vieram eram venezianos, e assim de muitas capas e orna­mentos, porque havemos de ter altares em muitas partes, e ima­gens e crucifixos, e outras coisas semelhantes, o mais que puder; tudo o que nos mandaram que lá ficava, veio a muito bom recado.

Folgaríamos de ver novas do Congo; mande-no-las vossa reverendíssima. A todos estes senhores devemos muito, pelo muito amor que nos têm, posto que o de alguns seja servil.

O governador nos mostra muita vontade. Pero de Góes nos faz muitas caridades. O ouvidor-geral é muito virtuoso e ajuda-nos muito. Não falo em Antonio Cardoso,[9] que é nos­so pai. A todos mande vossa reverendíssima os agradecimentos.

Antonio Pires pede a vossa reverendíssima alguma ferramen­ta de carpinteiro, porque ele é nosso oficial de tudo; Vicente Rodrigues, porque é ermitão, pede muitas sementes; o padre Na­varro e eu, os livros, que já lá pedi, porque nos fazem muita míngua para dúvidas que cá há, que todas se perguntam a mim. E todos pedimos sua benção e ser favorecidos em sua orações com Nosso Senhor.

Agora vivemos de maneira que temos disciplina às sextas-fei­ras, e alguns nos ajudam a disciplinar; é por os que estão em pecado mortal e conversão deste gentio, e por as almas do Purga­tório, e o mesmo se diz pelas ruas, com uma campainha, segundas e quartas-feiras, assim como nos Ilhéus. Temos nossos exames à noite, e antemanhã uma hora de oração, e o mais tempo visitar o próximo e celebrar, e outros serviços de casa. Resta, mi Pater,[10] que rogue a Nosso Senhor por seus filhos e por mim, ut quos dedisti non perdam ex eisquemquam.[11] Pedimos sua benção.

Manuel da Nóbrega. Cartas do Brasil: 1549-1560. Rio de Janeiro: Officina Industrial Graphica, 1931, pp. 79-87.

 

[1] N.S.: “o favor de se colocar à disposição de Deus”.
[2] N.E.: Doutor Pero Borges, que veio com Tomé de Sousa.
[3] N.S.: “que suplicam pão e não há quem lhes dê migalhas”.
[4] N.S.: “como por exemplo”.
[5] N.S.: “Isso é lamentável”.
[6] N.S.: “busquem seus interesses, mas os de Jesus Cristo”.
[7] N.E.: No monte Calvário.
[8] N.E.: 9 de julho.
[9] N.E.: Antonil Cardoso de Barros, que veio com o governador como provedor-mor da Fazenda. Foi um dos primeiros donatários do Brasil, mas a respeito da sua donataria quase nada se sabe.
[10] N.S.: “meu Pai”.
[11] N.S.: “para que eu não perca ninguém dos que tu deste”.

FONTE: Correios IMS.

Introdução: Márcia Pinna Raspanti e Mary del Priore.

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A Sagrada Família, de Juan Carlos Boveri.

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