A Revolta dos Malês – O dia seguinte

Publicado em 8 de abril de 2015 por - História do Brasil

Este vídeo trata das consequências da revolta dos malês, principalmente para os africanos de Salvador. Veremos como foram perseguidos, mesmo que a maioria não tivesse qualquer relação com o evento. Por fim, trataremos da preocupação de dar ares de legalidade ao linchamento físico de moral àqueles que vieram para a América acorrentados, para afirmar que defendiam a civilização. Por Pedro Penafiel.

Vídeo: http://wp.me/p5xZN6-5i

Repressão aos libertos

  • Os africanos escravos e libertos são reprimidos duramente e passam a ser extremamente vigiados
  • A comunidade vinda do Brasil constrói uma mesquita em Porto Novo, no Benim
  • A população de Salvador pediu a expulsão dos africanos
  • Muitos pagaram sua viagem de volta para a África
  • A histeria coletiva se tornou racial
  • A elite da cidade desejava uma escravidão sem africanos

Punições

  • O réu recebia 50 chibatadas por dia, com acompanhamento médico
  • Os interrogatórios atingiram centenas de pessoas, e permitem aos historiadores entender como os africanos viviam na cidade
  • Os africanos muçulmanos foram especialmente perseguidos

Suposto objetivo

  • Uma das hipóteses é que o objetivo fosse matar os brancos e mulatos
  • E escravizar os afrodescendentes nascidos no Brasil
  • Mas não há nada de concreto a respeito
  • Não foi encontrado nenhum plano a ser seguido se a revolta triunfasse
  • As tropas que faziam a repressão cotidiana à população era formada em sua maioria por mestiços
  • Os rebeldes não questionavam a instituição escravidão
  • A motivação religiosa foi importante, mas não fundamental para a revolta

O dia seguinte

  • A vida na cidade se tornou insuportável para os africanos
  • As autoridades começaram a se preocupar de perder o controle da população
  • O grupo que mais agredia os africanos era o de mulatos
  • Quem defendia os africanos também eram perseguidos

Processo

  • A polícia era sempre mais agressiva com os mais pobres
  • Os africanos libertos não eram brasileiros, nem estrangeiros
  • Qualquer suspeita motivava a deportação
  • Apesar das arbitrariedades e ilegalidades, procurou-se dar um verniz legalista à perseguição
  • Muitos senhores pagaram a defesa de seus escravos
  • A preocupação legalista era “garantir a civilização”.

feitordebret

 

Feitores castigando escravos, de Debret.

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3 Comentários

  1. Obrigado pela divulgação.

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