A princesa infeliz

Publicado em 9 de outubro de 2013 por - Independência do Brasil

Uma das figuras mais solitárias e melancólicas da nossa história – assim podemos descrever a princesa e depois imperatriz Leopoldina. Vinda da corte austríaca, a jovem veio viver seu sonho romântico no Brasil: casar-se com o belo príncipe e mudar-se para uma terra longínqua e exótica. A realidade, porém, foi muito diferente. D. Pedro era certamente um homem atraente, mas infiel e de temperamento difícil. Apaixonada, Leopoldina foi obrigada a fechar os olhos para suas aventuras e foi publicamente humilhada pelo romance do marido com a Marquesa de Santos. Sua participação nas negociações que levaram à independência do Brasil, todavia, foram inegáveis. A prova disso são as cartas trocadas com a Áustria e os conselhos que dava ao marido. Monarquista, a imperatriz temia os rumos que a política tomava.
“O Brasil será em vossas mãos um grande país, o Brasil vos quer para seu monarca. Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele fará sua separação. O pomo está maduro, colhe-o já senão apodrece”, escrevia sabiamente às vésperas do 7 de setembro.
PRIORE, Mary del. “A Carne e o Sangue”, Ed. Rocco, 2012. (p.89)leopoldina Leopoldina, sempre grávida e cercada pelos filhos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

6 Comentários

  1. Thank you for the good writeup. It if truth be told was a leisure account it. Look advanced to more brought agreeable from you! However, how could we be in contact?

  2. Ócio Livre disse:

    D. Leopoldina é um dos meu personagens históricos preferidos! Sua vida foi muito triste mas, ainda assim, conseguiu exercer grande influência sobre nossa História. Pena que existam tão poucas referências sobre ela na literatura e que ela seja praticamente ignorada no ensino da História nas escolas…
    Grande abraço e parabéns pelo blog!!

  3. marcia disse:

    Realmente, Francisco, a exumação do corpo de Leopoldina mostra que ela não havia sofrido nenhuma fratura, o que derruba a história, propagada na época e depois, que o imperador teria jogado a esposa, grávida, de uma escada. A sua morte prematura deixou o povo revoltado: o romance de D. Pedro com Domitila era um escândalo. A Marquesa de Santos soube se aproveitar muito bem de sua posição de “favorita” do imperador: intermediava as nomeações de empregos e cargos públicos, recebendo “propina” em troca. Enriqueceu nos sete anos de relacionamento. Foi até acusada de receber dinheiro dos representantes ingleses para convencer D. Pedro a aceitar o tratado proposto por Portugal para o reconhecimento da independência do Brasil. Em resumo, ambas exerceram influência política na época, mas em esferas diferentes.

  4. Legal!

    A suspeita de que sua morte resultou de agressão física por parte de D. Pedro I parece ter sofrido um abalo com descobertas recentes. É isso mesmo? O que não o isenta das acusações mais gerais de a haver maltratado com infidelidade e grosseria na maioria das vezes.

    E quando se trata da influência política, quem a exerceu mais sobre o princípe, a imperatriz ou a marquesa?

Deixe o seu comentário!