24 Horas de História: o inesperado

Publicado em 15 de novembro de 2013 por - História do Brasil

Os insurgentes republicanos chegavam ao quartel-general e nenhuma das forças convocadas para defender o local reagia. O Visconde de Ouro Preto, o primeiro-ministro do governo imperial, estava desesperado e cobrava um contra-ataque das forças que supostamente estavam ao lado do imperador. Logo, as tropas de rebeldes e de defesa começaram a confraternizar e se uniram para invadir o quartel, aceitando a autoridade e o comando do respeitado Deodoro.

Um mensageiro trouxe uma mensagem de Deodoro a Floriano Peixoto, que estava dentro do quartel. Ouro Preto proibiu a sua entrada. Então, acontece o inesperado: chegava ao Campo de Santana o ministro da Marinha, o Barão de Ladário, outro respeitável senhor de barbas brancas. Um dos rebelados lhe deu voz de prisão. Ladário desceu da carruagem, sacou a pistola e atirou no oficial rebelde. O barão ainda tentou atingir Deodoro com dois tiros, mas errou ambos.

A reação foi imediata. Um grupo de militares atacou o ministro da Marinha e o agrediu violentamente com tiros e coronhadas. Deodoro teve que impedir seu linchamento. Muito ferido, Ladário foi levado para casa.

Dentro do quartel, Floriano se recusou a reagir, alegando que um contra-ataque geraria uma carnificina. Mandou-se um telegrama para D. Pedro II: as tropas estavam ao lado de Deodoro, Ouro Preto foi forçado a se demitir, diante das circunstâncias.

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Deodoro e D. Pedro II: amigos em lados opostos.

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