24 Horas de História: o fim do Império

Publicado em 15 de novembro de 2013 por - História do Brasil

D. Pedro II estava em Petrópolis enquanto as tropas se rebelavam. Estava cuidando da saúde, tomando suas duchas frias e sendo cuidado por seu médico. Ao receber as más notícias, decidiu ir para o Rio de Janeiro, chegando por volta das 13 horas. “Isso é fogo de palha, conheço meus patrícios”, teria dito, com serenidade. Esperava que Deodoro controlasse a situação. A imperatriz Teresa Cristina, entretanto, estava desolada e repetia: “Está tudo perdido”, sendo consolada pelo marido.

Deodoro liberou Ouro Preto, que estava preso, para conversar com o imperador. Ainda relutante, D. Pedro II convocou o Conselho de Estado. Espalharam-se rumores de que ele indicaria um membro do Partido Conservador para assumir o cargo de primeiro-ministro, o que desagradou e agitou mais ainda os militares.

Às 17 horas, o imperador jantou com aliados. Estava muito quieto e taciturno. Após, o jantar, começaram fortes discussões e acusações entre os membros da família imperial. Isabel e o Conde D’Eu atacaram o sobrinho Pedro Augusto, acusando-o de conspirar contra o avô. O clima era tenso.

Já tarde da noite, D. Pedro II mandou uma carta a Deodoro para que ele voltasse atrás e reestabelecesse a ordem. Era tarde demais. O marechal respondeu, às 2 horas da manhã, que a República já era um fato consumado. Era o fim do Império. No dia seguinte, viria a terrível notícia do banimento da família imperial.

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Família imperial: discussões e o exílio.

 

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1 Comentário

  1. Sarah Rocha disse:

    D. Pedro II agiu de forma muito pacífica

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