24 Horas de História: a República

Publicado em 15 de novembro de 2013 por - História do Brasil

Deodoro entrou no quartel-general em meio a saudações dos militares. Deu voz de prisão ao Visconde de  Ouro Preto e recebeu a salva de 21 tiros. Dirigiu-se para o Arsenal da Marinha, seguido pelas tropas. A Marinha também apoiaria o golpe.

O que realmente queria Deodoro? Até aquele momento, ele não fizera nenhuma alusão à República. A intenção era forçar a queda do ministério, e depois, escolher outro que agradasse mais os militares. Dizem até que o marechal teria gritado: “Viva Sua Majestade, o imperador”.

Deodoro era o militar mais respeitado do Império, sendo amigo pessoal de D. Pedro II. Mas, acumulava queixas em relação ao regime e não suportava a ideia de um Terceiro Reinado, com Isabel no trono e, pior, com o odiado Conde D’Eu ao seu lado. A versão mais aceita é a de que o marechal acreditava que ainda era cedo para a República: seria melhor esperar o velho imperador morrer e depois tomar as providências para evitar a sucessão “desastrosa”.

Deposto o ministério, Deodoro se recolheu e foi deitar-se. Estava muito cansado e com a saúde debilitada. Entretanto, os republicanos não se conformavam. Queriam mais. Os gritos de “Viva a República” se multiplicavam. Liderados por José do Patrocínio, os rebeldes se reuniram na Câmara e hastearam a primeira bandeira da República. Logo, o governo provisório estaria formado. 

Querendo ou não, Deodoro viria a ser o primeiro presidente da república do Brasil. 

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Os militares e a chegada da República.

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