Câmara aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem, dia 3 de março, a proposta que regulamenta a profissão de historiador e estabelece os requisitos para seu exercício. Foi aprovado um substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público para o Projeto de Lei 4699/12, do Senado. Devido às mudanças, a matéria retorna para análise dos senadores.

Ainda falta a aprovação do Senado e a sanção presidencial, mas o resultado de ontem representa uma grande vitória para nós, historiadores, e para a sociedade.

Confira os detalhes no link abaixo:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/482619-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-HISTORIADOR.html

Informações: Câmara Notícias.

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Cursos de Teoria e História da Arte no MAM

Teoria e História da Arte, Fotografia e Artes visuais são as áreas contempladas pela grade de cursos do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), que atendem tanto iniciantes, quanto especialistas.

O MAM também oferece cursos In Company. A grade de cursos está disponível para empresas e instituição que querem investir culturalmente em seus clientes e colaboradores. Os cursos são elaborados de acordo com o perfil e os interesses do grupo, e ministrados em horário e local convenientes às empresas. A organização define os temas, o MAM desenvolve o conteúdo. Mais informações: cursos@mam.org.br ou (11) 5085-1312 ou no link abaixo:

http://mam.org.br/aprenda/cursos/

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Guerra ao feminismo: o ator pornô, o Oscar e a mídia

Tenho acompanhado com preocupação o noticiário relativo à condição feminina, principalmente em nosso país.Segundo o jornal britânico Daily Mail, o Brasil é o segundo destino mais perigoso para mulheres viajarem, ficando atrás somente da Índia. O jornal cita o inacreditável número de estupros cometidos (50 mil por ano) e o machismo da nossa cultura. Um caso terrível ocorrido em Osasco, no Carnaval, quando uma menina de 13 anos foi violentada por nove homens, é mais um triste exemplo da realidade nacional.

Infelizmente, estupro é algo divertido na opinião de parte dos brasileiros. Um “ator” causou polêmica ao descrever na TV como forçou uma mulher a manter relações sexuais com ele e depois a largou, desmaiada, no chão. Como um objeto usado e descartado, um lixo, um refugo. O apresentador do programa (o mesmo que disse que mulher “feia” deveria agradecer ao estuprador) deu gargalhadas e a plateia também. Depois, ele disse que era ficção, apenas brincadeira. Desde quando aquela história horrível é engraçada??!! Ninguém se sentiu incomodado com tanto machismo e desrespeito a um ser humano??

Mas não para por aí. Foi bastante divulgado um recente estudo do BID que demonstrou que o Brasil apresenta um dos maiores níveis de disparidade salarial entre os sexos, sendo que os homens ganham aproximadamente 30% a mais que as mulheres de mesma idade e nível de instrução. Isso ocorre no mundo todo, em diferentes graus. Pois bem, isso não é “mimimi”, é um dado concreto e injusto. A revista de maior circulação nacional (Veja), entretanto, ridicularizou as atrizes que, na festa do Oscar, reivindicaram salários iguais para as mulheres e pediram aos jornalistas que lhes fizessem perguntas mais inteligentes do que a marca de seus vestidos e joias.

O conservadorismo da nossa mídia se sentiu incomodado com as estrelas que resolveram quebrar um pouco do protocolo e falar de temas que são importantes para as mulheres no mundo todo. Foi estratégia de marketing? Provavelmente, mas ninguém pode negar que elas tocaram em dois pontos fundamentais da atualidade: desvalorização da mulher no mercado de trabalho e a obsessão pela aparência feminina. Em vez de fomentar a discussão sobre esses assuntos, que são muito sérios, a revista preferiu fazer ironias bobas, desqualificando as atrizes. E quanto às nossas celebridades? Não está na hora de usar sua visibilidade para discutir a condição feminina em nosso país?

Mesmo com todos esses problemas concretos – violência, abuso sexual, disparidade salarial, desqualificação da capacidade intelectual da mulher – ainda existe muita gente que acredita que o feminismo é bobagem, que é coisa de mulher mal amada, desocupada. Quantos artigos são publicados reforçando esses estereótipos – e não estou falando de reacionários obscuros da internet, mas de filósofos, jornalistas e intelectuais que têm seu espaço garantido nos maiores veículos de comunicação do país.

A mulher ainda é retratada pela mídia como um objeto sexual. Quem foge dos padrões vigentes é ridicularizada. Sabemos que questões culturais são modificadas muito lentamente, mas podem ser mudadas. Cabe a nós, mulheres (e homens que acreditam em uma sociedade mais justa, igualitária e menos violenta), reagir e fazer pressão para que sejamos respeitadas. Um bom exemplo de como somos ouvidas quando nos mobilizamos foi a recente campanha da Skol, que foi retirada do ar e das ruas pela péssima repercussão junto ao público feminino.

No mês das mulheres, é bom não nos enganarmos com homenagens e flores (não tenho nada contra esse tipo de gentileza): a sociedade e a mídia ainda estão em guerra contra o feminismo e irão nos atacar sempre que reivindicarmos nossos direitos. Ao invés de deixar o “não” em casa, vamos dizer NÃO ao machismo, ao estupro, à violência, ao desrespeito.

- Márcia Pinna Raspanti.

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“Arrufos”, de Belmiro de Almeida.

 

FGV disponibiliza biblioteca digital com mais de 10 mil títulos

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A Fundação Getúlio Vargas está investindo na modernização do seu Sistema de Bibliotecas, que integra os acervos físicos – nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília – e a nova Biblioteca Digital. Ao longo de quase dois anos, um conjunto … Continuar lendo

Dom Pedro III, o louco

A monarquia como um todo sofreu um duro golpe quando a República foi proclamada no Brasil. Mas um sujeito em particular provavelmente absorveu o maior impacto: o príncipe Pedro Augusto de Bragança, na época com 23 anos, neto do imperador.

Ele era bonito, culto, refinado, o príncipe William do século 19, e foi criado para substituir seu avô, Pedro II. Acabou vivendo em um manicômio por 41 anos:

Confira a reportagem completa, incluindo a entrevista com Mary del Priore, na revista “Aventuras da História”:

http://abr.ai/1zUQY7X

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Pedro Augusto com os avós; “O Príncipe Maldito”, de Mary del Priore.

Um retrato do Rio de Janeiro Colonial

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Até a descoberta do ouro em Minas Gerais, a cidade do Rio de Janeiro não tinha muitos encantos. Possuía, no século XVII, uma fortaleza bem guarnecida de canhões e um centro comercial muito animado por embarcações vindas do Rio da Prata e de … Continuar lendo

Ferramenta grátis para formatar TCC e trabalhos acadêmicos

Muita gente tem dificuldade em formatar TCCs e trabalhos acadêmicos, para deixá-los de acordo com as regras e padrões da ABNT.

“Monografando” é um aplicativo criado para facilitar a vida de quem está fazendo o seu trabalho de conclusão de curso ou a sua monografia. Basicamente, o programa divide o projeto e aplica as normas da ABNT em todas as páginas do seu trabalho. Um dos grandes destaques vai para a interface, que é bem intuitiva e organizada em abas para facilitar os preenchimentos.

Mais informações no Canal do Ensino:

https://www.google.com/url?q=http://canaldoensino.com.br/blog/ferramenta-gratis-para-formatar-tcc-e-trabalhos-academicos&sa=U&ei=r63xVK3DAa_CsASK3YBo&ved=0CAUQFjAA&client=internal-uds-cse&usg=AFQjCNG6taeVZCrcXqFdGv5DdtX4QXvQtA

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Vagas para professor de História na Unifesspa

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) está com inscrições abertas para o Concurso Público de docentes para os Campi de Marabá, Santana do Araguaia, Xinguara, São Félix do Xingu e Rondon do Pará. São 55 vagas em várias áreas, sendo 5 para professores com formação em História.

Inscriçõesde 22 de fevereiro a 20 de abril de 2015, pelo site concursos.unifesspa.edu.br.

Confira os detalhes no edital:

https://sigrh.unifesspa.edu.br/sigrh/public/concursos/lista_concursos.jsf#

UNIFESSPA

Amores mulatos, amores mestiços

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As nossas formas de dizer o amor impregnavam-se, no século XIX, de uma cultura mestiça e mulata. Já eram trezentos anos de intenso convívio entre brancos, negros e índios, com suas múltiplas consequências, inclusive os “barões de chocolate”: expressão que … Continuar lendo